Ministros da Cultura do Mercosul assinam declaração conjunta contra o racismo

A iniciativa, liderada pela ministra Margareth Menezes durante sua presidência no Pro Tempore do Mercosul Cultural, foi apresentada durante encontro em Belém (PA).

Margareth Menezes durante o encontro com agentes culturais | Filipe Araujo/MinC

Na quinjta-feira (9), os ministros da Cultura dos países do Mercosul se reuniram em Belém, no Pará, onde assinaram uma declaração conjunta reafirmando o compromisso unificado do bloco para promover a igualdade étnico-racial e combater o racismo.

A iniciativa, liderada pela ministra Margareth Menezes, que está exercendo a presidência Pro Tempore do Mercosul Cultural, foi aclamada como uma medida essencial para enfrentar a desigualdade estrutural que permeia não apenas as esferas econômicas, mas também sociais, culturais e políticas na região.

Os países signatários da declaração são membros plenos do Mercosul, incluindo Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (esta última com sua adesão suspensa desde 2017). Além disso, estados associados como Chile, Colômbia, Equador e Peru também participaram, juntamente com a Bolívia, que está em processo de adesão ao bloco.

A declaração envolve ainda a criação da campanha “Mercosul sem racismo” e o desenvolvimento de políticas culturais direcionadas aos povos indígenas e comunidades tradicionais, visando combater tanto às desigualdades quanto o racismo.

A ministra Margareth Menezes enfatizou o papel fundamental da cultura como ferramenta de sensibilização e combate às discriminações. “Pela cultura, nós podemos sensibilizar, podemos aprofundar mais, especialmente como ferramenta de combate a essas discriminações, misoginia, racismo, e lutar pelos direitos também das mulheres, das pessoas que mais precisam. A cultura é uma ferramenta potente para isso”, afirmou.

Além disso, os países se comprometeram a fortalecer a cooperação para garantir o pleno exercício dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos das pessoas discriminadas. Isso inclui a adoção de ações afirmativas com perspectiva de gênero, visando combater as desigualdades raciais e promover a democracia.

A reunião também marcou a transição da presidência do bloco de ministros da cultura do Brasil para o Paraguai.

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Fonte: Agência Brasil

Edição: Bárbara Luz

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