Bolsonaro, amigo dos bancos, inimigo do Brasil

O desprezo do governo Bolsonaro em ralação à economia nacional é mais um aspecto da forma irresponsável e criminosa com que ele trata o país. O presidente da República repete sempre que nada entende do assunto e dá carta branca ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para fazer o que bem entende.

Guedes, ao contrário da alcunha de “Posto Ipiranga” que ganhou de Bolsonaro em alusão à propaganda da rede varejista de combustível que oferece produtos e serviços aos clientes numa profusão impressionante, tem revelado que da sua fonte não sai nada para o povo. Em sua fala na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, registrada no vídeo que incrimina Bolsonaro, ele deixou isso absolutamente claro.

O ministro, ao dizer que o governo ganha dinheiro usando recursos públicos para salvar grandes companhias e perde salvando empresas pequeninhas, expressou a essência do seu pensamento. Não é difícil interpretar o que ele quis dizer; basta pegar a prática do governo.

Os recursos aprovados pelo Congresso Nacional para o auxílio emergencial aos mais necessitados e para socorrer os estados e municípios continuam empacados nos meandros da burocracia do Estado, com a atitude deliberada do governo de impedir que eles cheguem onde deveriam chegar. No caso do auxílio aos estados e municípios, Bolsonaro tem recorrido a manobras protelatórias de todo tipo com a clara intenção de fomentar o caos social e político.

Enquanto isso, os bancos privados administram uma verdadeira montanha de dinheiro público, R$ 1,2 trilhão liberados pelo Banco Central (BC) para aumentar a liquidez do sistema bancário. Dinheiro que deveria estar irrigando a economia em lugar de girar no circuito financeiro, como vem acontecendo.

Os bancos públicos, que seriam o caminho natural para que esses recursos chegassem de fato à economia nacional estão banidos da sua função precípua, sob ameaça de serem liquidados, como disse Guedes na reunião de 22 de abril aos se referir ao Banco do Brasil com um palavrão.