Nossa luta nunca foi apenas por reconhecimento simbólico. Lutamos por orçamento, políticas públicas, emprego, educação, cultura, saúde, segurança e dignidade
Com 17 membros, GT vai levantar as violências sofridas pela população LGBTQIA+ e propor políticas públicas para combatê-las e garantir direitos
Travestis e transexuais da cidade de São Paulo poderão contar, até o fim deste ano, com um abrigo municipal feminino exclusivo para elas, no Bom Retiro, Centro da capital paulista. A princípio, serão 30 vagas, sendo que a prioridade é para as participantes do Programa Transcidadania, iniciativa da Prefeitura de São Paulo que promove formação escolar e para o trabalho da população LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais].
Em entrevista à TV Carta Maior, o deputado federal Jean Wyllys (Psol/RJ) refletiu sobre a criminalização da homofobia e destacou que ela não deve ser apenas tratada como um caso penal. "Precisamos combater a homofobia com política pública, mais educação e cultura", afirmou.
A sociedade brasileira tem dado passos importantes para garantir mais direitos a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis. Mas essas pessoas, diariamente, ainda são vítimas do preconceito e da violência. Em um país construído culturalmente sob o machismo e o moralismo católico, assumir-se gay já não é tarefa simples.
Dois princípios orientaram a Constituição da República de 1988, considerada por estudiosos como Ada Pellegrini Grinover uma das melhores do mundo. O primeiro foi o da 'não discriminação'. Por este conceito acabava, no sistema jurídico brasileiro, definitivamente, qualquer discriminação ou preconceito.
Por Jean Meneses de Aguiar*, no blog Observatório Geral
Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politicamente, não o humor pelo humor, como o próprio definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não tou: meu negócio é pé na cara”.
Por Djamila Ribeiro*, na Carta Capital
Logo após o fim do debate com os candidatos à Presidência da República realizado nesta segunda-feira (1º/9) e transmitido pelo SBT, a presidenta Dilma declarou ser contra a homofobia.
Visivelmente nervoso, Mauricio Ruiz caminhou entre uma multidão de jornalistas concentrados em uma pequena sala para romper um tabu no Chile. Com apenas 24 anos, ele assumiu em frente às câmeras sua homossexualidade – feito inédito no país.
A Prefeitura Municipal de Juazeiro, na região Norte da Bahia, lançou, na última quinta-feira (22/5), a campanha “Juazeiro Sem Homofobia: Construindo Diálogos Estabelecendo Respeito”, como parte das atividades pelo Maio da Diversidade LGBT. Idealizada pelas secretarias de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS) e de Cultura e Juventude, a iniciativa tem pareceria com instituições públicas e privadas do município.
“Sou gay e sou Sem Terra”, afirmou Joelbson Neves, assentado em Lagoa Bonita no Sul da Bahia, durante ação a favor da diversidade sexual e contra a violência, realizada na marcha que percorreu de Camaçari à Salvador, entre os dias 5 e 8 deste mês.
Os casos de violência e discriminação de gênero e orientação sexual trouxeram a fotógrafa Diana Blok ao Brasil. Nascida no Uruguai e radicada na Holanda, Blok chegou a terras brasileiras em setembro do ano passado com a missão de retratar a nobreza daqueles que “escolhem vias diferentes do padrão normal”. Passaram pelas lentes da fotógrafa anônimos e famosos, como o cantor Ney Matogrosso e a cantora Ellen Oléria.