"A retomada da obra do meu pai [Clóvis Moura] é uma forma de validar toda a vida intelectual e política dele", afirmou a historiadora Soraya Moura, filha de Clóvis Moura, durante entrevista à Rádio Vermelho. "O trabalho intelectual não é para estar em uma prateleira ou para dar nota para teses, ele serve para a sociedade. Esse foi o objetivo de vida meu pai", afirmou Soraya ao falar da luta de Clóvis Moura no campo acadêmico.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
A Superintendência de Economia Solidária (Sesol) da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre) lança neste mês um edital de financiamento a projetos de empreendedorismo coletivo de matriz africana. O lançamento será às 15h no dia 21 de março – data que marca a Luta Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial – na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia.
Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho
“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” A metáfora é forte e só poderia ser construída dessa forma, em primeira pessoa, por alguém que viveu essa condição. Relatos como este foram descobertos no final da década de 1950 nos diários da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977).
Ao tratarmos do problema do racismo, na coluna da semana passada, abordamos, além da oportuna reedição pelo Ministério do Esporte do livro O Negro no Futebol Brasileiro, também a agressão ao jogador Tinga, do Cruzeiro, em jogo no Peru.
Por Aldo Rebelo*, no jornal Diário de São Paulo
Há um pouco mais de 10 anos falecia Clóvis Moura. Um intelectual difícil de ser definido: historiador, sociólogo, antropólogo, jornalista, poeta. Rompia com as barreiras das disciplinas rigidamente estabelecidas pelas academias. O certo é que ele foi um dos principais estudiosos da situação e das lutas dos negros no Brasil. Mais do que teórico foi um militante da causa emancipadora.
A presidenta Dilma Rousseff emitiu no último domingo (9) mensagem de repúdio aos episódios de racismo ocorridos esta semana no futebol brasileiro. “É inadmissível que o Brasil, a maior nação negra fora da África, conviva com cenas de racismo”, afirmou, por meio de uma série de mensagens no Twitter, prestando solidariedade às vítimas de preconceito. “O futebol brasileiro foi manchado pelas cenas de racismo contra o árbitro Márcio Chagas da Silva e o jogador Arouca.”
Direto de Olinda, em Pernambuco, o escritor e jornalista Urariano Mota reflete sobre o racismo, os novos escravos os Brasil. Durante sua reflexão, Urariano traça um paralelo entre o "12 anos de escravidão" e pensamento de Gilberto Freyre.
Da Rádio Vermelho em São Paulo
Quem for alvo de qualquer tipo de discriminação racial terá um aliado durante o Carnaval: o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela funcionará nos seis dias da festa, excepcionalmente, no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).
“O povo negro vai se unir e o secretário vai cair”. Foi esse o principal grito que representantes de cerca de 13 entidades, na maioria do movimento negro local, levou para as ruas do Centro de Salvador, onde estão instaladas a Prefeitura e a Secretaria da Fazenda, nesta quarta-feira (26/2). O ato é uma manifestação de repúdio a uma declaração feita pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, em que ele insinua desejar levar os inadimplentes do IPTU ao pelourinho.
A Nação Hip-Hop, a União da Juventude Socialista (UJS) e a produtora Posse MH2R promovem a campanha #EUSOUMAISUM. O objetivo da campanha é reforçar a luta o extermínio da juventude negra e pobre, contra a redução da maioridade penal, pelo fim dos autos deresistência e pela desmilitarização da polícia.
Em vídeo, Julião Vieira, membro da direção nacional da Unegro, fala da participação dos negros e a importância da inclusão social para o desenvolvimento do Brasil.
"A cidade (São Paulo) precisa servir a todos sem distinção de classe", declarou, em entrevista exclusiva ao Vermelho, Netinho de Paula, secretário de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, ao falar sobre o fenômeno chamado "rolezinhos".
Joanne Mota, da Rádio Vermelho de São Paulo