No último dia 20 de Novembro o povo brasileiro reforçou seu compromisso com a luta de combate ao racismo e preconceito. Em todos os estados da Federação, entidades sociais e cidadãos externaram sua opinião ou compromisso com a importância do Dia da Consciência Negra.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB/SP) participou, nesta quarta-feira (20), de evento de Comemoração do Dia da Consciência Negra em São Paulo e reafirmou sua luta no combate ao racismo e preconceito no Brasil.
O 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, é marcado por diversas atividades em todo o Brasil. Em Salvador, não podia ser diferente, já que a capital baiana é a cidade mais negra fora da África. Na tarde desta quarta-feira (20/11), a população soteropolitana esteve reunida na praça da Sé, Centro Histórico, para participar da lavagem da estátua de Zumbi dos Palmares.
O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) promove hoje (20), Dia da Consciência Negra, uma exposição de cultura afro-brasileira, na casa de espetáculos Imperator, no Méier, zona norte da capital. O Brasil Black, em sua segunda edição, terá atividades, lançamento de livros, feira de afroempreendedores e uma sessão de exibição do documentário Raça, que trata da igualdade racial, de autoria do cineasta Joel Zito.
No Dia da Consciência Negra, Emicida, acompanhado por sua banda, apresenta o show "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui".
Nesta terça-feira (19), o secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, Netinho de Paula, subiu ao palco do Anhangabaú e falou da importância de se combater o racismo. “Todo dia é de combate ao racismo”, disse.
Mesmo com a implantação de políticas públicas de reparação, a situação dos negros brasileiros ainda não é das melhores. As vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, a ser comemorado em 20 de novembro, é possível observar notícias que apontam o crescimento do número de jovens negros assassinados, salário de trabalhadores negros inferior ao de um não negro, a prática do racismo, entre outros.
Com a proximidade do Dia da Consciência Negra, a ser comemorada na próxima quarta-feira (20/11), diversas atividades começam a acontecer no Estado. Uma dessas iniciativas é a presença de Joe Beasley, um dos grandes militantes do Movimento dos Direitos Civis nos EUA, que chega nesta terça-feira (19/11) à Bahia para participar das comemorações da data.
Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, conhecido como Mestre Pastinha, nasceu em 1889, em Salvador, aprendeu a lutar com um negro de nome Benedito, que, ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe os golpes, guardas e malícias da Angola. Mestre Pastinha começou a ensinar capoeira em 1910, depois de um período de oito anos na Marinha de Guerra do Brasil. Seu primeiro discípulo foi Raimundo Aberê, que, por sua vez, se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda a Bahia.
No mês em que comemoramos o Dia da Consciência Negra, refletir sobre os diferentes tipos de preconceito é fundamental. O vídeo a seguir apresenta a luta pela conscientização e combate ao racismo Institucional. Desde 2001, o Estado, a partir do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), busca capacitar os gestores públicos para a promoção da igualdade racial e a formação de bancos de dados com o recorte racial nos diversos setores da administração pública no país.
Começa nesta terça-feira (5), em Brasília, a 3ª conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir). Este ano, o evento apresenta como tema 'Democracia e Desenvolvimento sem racismo: Por um Brasil Afirmativo'.
'Pensar criticamente as ações aplicadas no combate ao racismo e ao preconceito e implementar propostas que alavanquem as políticas públicas para o setor', essa foi a inspiração dos cerca de 2 mil participantes da 3ª conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que acaba nesta quinta-feira (7), em Brasília. Dentre as questões que foram abordadas está a luta pela aplicabilidade da Lei 10.639 – que institui o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas.