Outra delação premiada de executivo da Odebrecht abalou os ânimos do governo de Michel Temer, nesta sexta-feira (09). O alvo, agora, foi o amigo do atual presidente, advogado José Yunes, que teria recebido R$ 10 milhões da empreiteira para as campanhas do PMDB em 2014. O repasse teria sido acertado em jantar com Temer e Eliseu Padilha no Palácio Jaburu, em maio de 2014. A informação é de Severino Motta, do BuzzFeed.
No período eleitoral em curso, o Tribunal Superior Eleitoral apresentou um aplicativo informático: o “Pardal”. Segundo Gilmar Mendes, o “Pardal” é “uma nova ferramenta institucional de combate à corrupção eleitoral”¹. A afirmação não é, todavia, juridicamente exacta. Infração não é sinónimo de corrupção.
Por Alexandre Weffort*
A delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgada pela imprensa nesta quarta-feira (15), aponta que o presidente Michel Temer (PMDB) pediu propina de cerca de R$ 1,5 milhão para Machado em 2012. O pagamento teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. Machado também citou o senador Aécio Neves (PSDB). Segundo ele, Aécio teria sido o maior beneficiado em pagamento de propina em 1998.
Novo áudio do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado envolve o presidente ilegítimo da República, Michel Temer; na conversa, Machado diz ter apoiado Gabriel Chalita na disputa para a prefeitura de São Paulo em 2012 a pedido de Temer; ele chama Chalita de "menino"; o candidato era a grande aposta de Temer para fortalecer o PMDB paulista, mas ele foi derrotado por Fernando Haddad, do PT.
Agora foi a vez da gravação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) vir à público em áudio publicado nesta quarta-feira (25) pela Folha de S.Paulo. Na conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, Renan fala de Michel Temer, Sarney, Delcídio do Amaral, Eduardo Cunha e Aécio Neves. Além dos ministros do Supremo. Ele sugere que irá mudar a lei da delação premiada. Renan revela ainda que Aécio Neves o procurou e está com medo da Lava Jato.
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (17), que as declarações do senador cassado Delcídio do Amaral realizadas no programa de entrevista da TV Cultura são "mentirosas", como são mentirosas também as declarações contidas "no próprio termo de delação premiada". A defesa alega ainda Delcídio não apresenta nenhuma prova do que fala e lembra que a delação premiada por si só não representa que seja verdade.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir ao Ministério Público (MP) a exclusividade na celebração de acordos de delação premiada.
O jurista Marcio Sotelo Felippe disse nesta quarta-feira (6), durante ato em defesa da democracia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), que o juiz Sérgio Moro "suspende o Direito ao seu bel-prazer e o país assiste a isso impassivelmente”.
Em terra de delator, quem tem boca fala o que sabe. Mas quem escuta faz o que quer.
É muito interessante a estrutura da Lava a Jato, ela tem se baseado somente no testemunho de criminosos delatores e até agora não apareceu nenhuma testemunha.
Por Rogério Maestri*