O anúncio dos resultados das primeiras eleições presidenciais no Egito, inicilmente previsto para esta quinta-feira (20), foi adiado para uma data não informada, anunciou a agência oficial Mena.
O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak se encontra em coma desde a noite de terça (19), após sofrer uma trombose cerebral, informaram nesta quarta (20) fontes médicas que o acompanharam em sua transferência do hospital da prisão de Tora a um centro médico do Exército. Nas últimas horas, circularam notícias conflitantes sobre a saúde de Mubarak. Algumas davam conta de que ele estaria clinicamente morto.
Milhares de egípcios voltaram à praça Tahir, no Cairo, nesta terça feira, para exigir o respeito à vontade popular manifestada nas urnas que, pela primeira vez, elegeu um presidente da República no país, e para protestar contra o “golpe constitucional” desferido pelos militares nos últimos dias no país.
Vários grupos egípcios convocaram nesta terça-feira (19) uma manifestação na Praça Tahrir para protestar contra a dissolução do Parlamento e as emendas introduzidas pela Junta Militar à Constituição interina para reservar-se uma série de prerrogativas.
O Egito deu início neste sábado (16) aos dois dias de votação do segundo turno da primeira eleição presidencial livre do país. Os dois candidatos na disputa são Mohammed Mursi, líder da Irmandade Muçulmana, e Ahmed Shafiq, ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, deposto no ano passado.
O grupo Irmandade Muçulmana considerou como "um golpe de Estado" a decisão do Supremo Tribunal do Egito de considerar o atual Parlamento, dominado pelos islamitas, inconstitucional e a sua composição ilegítima. O Egito é governado por um alto conselho militar desde a queda de Mubarak, em fevereiro de 2011.
A menos de 48 horas do segundo turno das eleições presidenciais, o mais alto tribunal do Egito ordenou, nesta quinta (14), a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento, após anular um terço dos membros da Assembleia Popular.
As unidades militares de polícia e inteligência do Egito foram autorizadas a deter civis e entregá-los a tribunais militares, conforme decreto publicado nesta quarta-feira, sob críticas de entidades de direitos humanos.
O Parlamento egípcio iniciou nesta terça-feira a eleição para escolher os 100 membros da assembleia que deve redigir uma Constituição, apesar de alguns membros do Bloco Egípcio boicotarem a sessão.
O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, de 84 anos, entrou nesta segunda (11) em coma depois de sofrer problemas respiratórios e arritmia cardíaca esta manhã. A informação sobre o agravamento do estado de saúde de Mubarak, que cumpre prisão perpétua em um hospital militar, foi confirmada por autoridades do Ministério do Interior.
A Junta Militar do Egito e representantes pos partidos políticos do país concordaram nesta quinta-feira (8) que o Parlamento formará uma nova Assembleia Constituinte na próxima terça-feira. Após semanas de impasse, chegou-se a um acordo sobre os membros do grupo que vai elaborar a nova Constituição do país.
Decepcionados com o resultado do primeiro turno da eleições, muitos egípcios continuaram mobilizando-se nesta quinta-feira (7) para vetar a candidatura de Ahmed Shafiq e exigir castigo severo para Hosni Mubarak, cuja saúde também é motivo de controvérsia política.