Os militantes egípcios que lançaram a revolta que provocou a queda do ex-presidente Hosni Mubarak em 2011 convocaram grandes manifestações para a terça-feira (5), com o objetivo de denunciar o veredito do último sábado contra o ex-presidente e vários de seus colaboradores.
A Venezuela tem o privilégio de exibir as tumbas de Tutancâmon e a milenária cultura egípcia, tornando-se o primeiro país latino-americano a receber esta exposição.
O Tribunal Penal do Cairo condenou neste sábado (2) o ex-presidente Hosni Mubarak à prisão perpétua, em uma decisão histórica que gerou reações diferentes entre simpatizantes e críticos do do réu, tanto dentro como fora da corte. Ao ser transferido para a penitenciária, Mubarak sofreu um ataque cardíaco e recebia cuidados médicos.
A justiça egípcia divulgará no sábado o veredicto de Hosni Mubarak, o primeiro líder derrubado pela "Primavera Árabe" a comparecer perante os juízes. O promotor pediu a pena de morte para Mubarak, acusado de corrupção e de estar envolvido na morte de cerca de 800 manifestantes em janeiro e fevereiro de 2011, durante a mobilização de opositores que culminou com sua deposição. Mubarak negou estar envolvido nessas mortes.
O estado de emergência imposto no Egito em 1981 foi suspenso nesta quinta-feira (31), anunciou o Exército, que ostenta o poder desde a queda do regime de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011.
Organizações que lideraram as revoltas populares contra Hosni Mubarak anunciaram nesta quarta (30) novas mobilizações no Cairo e em cidades do interior do Egito para protestar contra os dois candidatos que disputarão a presidência no segundo turno.
Milhares de egípcios saíram às ruas nesta segunda-feira (28) para protestar contra a confirmação pelo Comitê Eleitoral dos candidatos que passaram ao segundo-turno nas eleições presidenciais do Egito. A definição do novo chefe de Estado será entre os candidatos Mohammed Mursi e Ahmed Shafiq.
Eleitores egípcios terão de escolher entre o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, e o ex-primeiro ministro do governo de Hosni Mubarak Ahmed Shafiq, em um segundo turno das eleições presidenciais nos dias 16 e 17 de junho, segundo revelou neste sábado os meios de comunicação do país.
A presidência do Egito deverá ser disputada por um candidato islamita e uma figura do antigo regime. Tratam-se do representante da irmandade muçulmana, Mohamed Morsi, e do último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, Ahmed Shafiq. Os resultados ainda são preliminares e foram anunciados nesta sexta-feira pela poderosa irmandade.
A segunda e última jornada das eleições presidenciais egípcias, as primeiras para grande parte da população do país, acontece nessa quinta-feira (24), com filas menores do que as registradas nesta quarta (23) – primeiro dia de votação. É a primeira vez que o Egito escolhe livremente o seu líder em seis décadas.
Pela primeira vez no Egito, desde a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, há 15 meses, 51 milhões de eleitores vão às urnas nesta quarta (23) e quinta (24) para escolher o futuro presidente. Os primeiros resultados vão ser anunciados no domingo (27). Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho. No total, 12 candidatos disputam as eleições.
O Egito passa por um período de intensas transformações políticas de forma inédita. Durante o período de um ano assistimos a tomada da praça Thahir, a queda de Mubarak, mobilizações populares frequentes, conflitos violentos, eleições parlamentares e agora a finalização de uma primeira etapa desse processo político: a eleição presidencial.
Por Reginaldo Nasser, em Carta Maior