Em seu primeiro comunicado oficial após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA), demonstrou “preocupação” com o impeachment. Segundo a instituição, a destituição foi realizada por um “julgamento político sobre o qual foram feitos questionamentos a respeito das garantias do devido processo legal”.
Após sorteiro, ficou estabelecido que os ministros do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, Teori Zavascki e Edson Fachinserão os relatores das ações que questionam as duas votações do julgamento final do processo de impeachment.
Já com a cabeça fria nesta manhã do dia seguinte, tucanos, demistas e demais insatisfeitos com a segunda votação em que o Senado manteve os direitos políticos da ex-presidenta Dilma Rousseff estão recuando na decisão de provocar o STF. Ouvidos informalmente, interlocutores da Corte acham que o colega Ricardo Lewandowiski pode ter errado ao permitir a votação da cassação e da inabilitação separadamente. A esta altura, porém, não há nada a fazer.
Por Helena Chagas
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) fala sobre o papel da esquerda brasileira diante do impeachment de Dilma Rousseff. O parlamentar condena as ações truculentas da PM ao reprimir as manifestações contra o golpe parlamentar.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a governantes do mundo todo essa semana para denunciar o golpe em curso. Na correspondência, enviada a todos os países com os quais o Brasil mantém relação, ele denuncia a investida de forças conservadoras para, "por meios escusos", comandar o Estado, "apossar-se do patrimônio nacional e desmontar a rede de proteção aos trabalhadores e aos pobres que foi ampliada e consolidada nos últimos treze anos".
“É uma situação grave, é uma situação trágica e cabe aos movimentos sociais defender a paz.” A análise em tom preocupado é de Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta Pela Paz), após o Senado brasileiro confirmar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República.
O presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, considerou a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff, pelo Senado Federal, na última quarta-feira (31/08), um ataque à democracia e pediu força à militância comunista, que atuou ativamente contra o processo de impeachment. Para Daniel, a luta perdida foi, acima de tudo, pela democracia.
"É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis", disse a presidenta legítima Dilma Rousseff em seu pronunciamento após a decisão do Senado. Nesta quinta-feira (1º/9), a defesa da presenta entrou com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando pontos do processo de impeachment e pedindo a anulação do processo.
Por meio das redes sociais, artistas criticaram a decisão do Senado que aprovou o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff.
A votação por 42 contra 36 votos dos senadores que manteve os direito políticos da presidenta Dilma gera amplo debate entre diversos juristas que afirmam que decisão foi uma confirmação do golpe parlamentar contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff..
Por *Arruda Bastos
Advogado de Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo afirma que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (1º/9). Para ele, a deposição da presidente cria "precedente gravíssimo" para figuras públicas como ministros do Supremo e o procurador-geral da República.