Uma grande manifestação espontânea reuniu centenas de pessoas nos bairros da Gentilândia e do Benfica no começo da noite da última quarta-feira (31/08), em Fortaleza. O ato foi a resposta do povo cearense ao golpe, ao desrespeito ao voto de 54,5 milhões de brasileiros e à quebra da democracia no País. Desde as 16h os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, tradicional espaço de lutas pela liberdade, por avanços políticos e contra a retirada de direitos.
Dezesseis dos 61 senadores que votaram a favor do golpe optaram por manter os direitos políticos da presidenta Dilma Rousseff e outros três se abstiveram. Esse resultado deixou os senadores do PSDB e DEM espumando, provando um racha na já frágil base aliada do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). O líder tucano na Casa, Cássio Cunha Lima (PB), chegou a dizer: “Estou fora do governo".
Por Dayane Santos
Para dizer não ao golpe de Estado que teve seu desfecho nesta quarta-feira (31) com o afastamento definitivo da presidenta legítima Dilma Rouseff, manifestantes seguem saindo às ruas, reivindicando a volta do regime democrático no país. No fim da tarde, cinco capitais promoverão atos contra o impeachment sem fundamentos legais que foi aprovado no Senado.
A coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli, lembrou que a partir desta quarta-feira (31) ganha força um novo programa de governo, que começou a se instalar no país desde o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Para a jornalista, a destituição da presidenta pelo Senado nesta quarta (31) deve servir à unificação radical das forças progressistas e populares e ao fortalecimento da mídia independente.
Por Railídia Carvalho
A presidenta Dilma foi definitivamente afastada pelo Senado Federal, apesar de não ter sido provado nenhum crime de responsabilidade. O golpe na democracia afetará profundamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade e dos brasileiros e brasileiras que mais precisam da manutenção e ampliação dos direitos e das políticas públicas, tanto hoje quanto no futuro.
Por Vagner Freitas*
Um dos articuladores contra o processo de impeachment no Congresso Nacional, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou, através das redes sociais, a decisão do Senado Federal de cassar, nesta quarta-feira (31/08), o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Para Rui, a decisão foi política, autoritária e justificada por uma fome de poder.
Um dos articuladores contra o processo de impeachment no Congresso Nacional, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou, através das redes sociais, a decisão do Senado Federal de cassar, nesta quarta-feira (31/08), o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Para Rui, a decisão foi política, autoritária e justificada por uma fome de poder.
Um dos articuladores contra o processo de impeachment no Congresso Nacional, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou, através das redes sociais, a decisão do Senado Federal de cassar, nesta quarta-feira (31/08), o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Para Rui, a decisão foi política, autoritária e justificada por uma fome de poder.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) entidade que há décadas luta em defesa da democracia e do povo brasileiro, lançou uma nota nesta quarta-feira (31) reafirmando seu posicionamento em não reconhecer o governo golpista de Michel Temer. A presidenta Dilma Rousseff foi afastada definitivamente da presidencia em votação que ocorreu no Senado nesta quarta-feira (31).
Depois da aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado, a senadora do PCdoB, Vanessa Grazziotin, afirmou que tirar a petista do poder não é constitucional.
Foi de indignação a reação de lideranças do movimento social brasileiro à destituição da presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (31) pelo Senado Federal, por 61 votos a 20. Mas não houve surpresa. De acordo com representantes do movimento estudantil, LGBT, centrais de trabalhadores e movimento de mulheres, o julgamento tinha cartas marcadas. Na opinião deles, o golpe abre o caminho para a retirada de direitos sociais e trabalhistas.
Por Railídia Carvalho
O professor emérito da USP, Dalmo Dallari, afirmou em entrevista ao Portal Vermelho, que a aprovação do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (31), representa um retrocesso para a democracia.
Por Dayane Santos