A CTB participou de um debate promovido pela Secretaria Geral da Presidência da República e o Ministério da Saúde, em Brasília, a respeito do Programa Mais Médicos. O objetivo do governo federal é aprofundar a interlocução com os movimentos sociais sobre os desafios do Programa, aprimorar sua implantação e ampliar o engajamento da sociedade civil, por meio da participação social.
O médico cubano Juan Delgado, que foi vaiado e chamado de “escravo” por médicos do Ceará, deu uma lição de dignidade ao responder às ofensas dirigidas a ele durante o protesto da categoria. Em entrevista à Folha de São Paulo, Delgado se mostrou surpreso com as atitudes dos colegas brasileiros e disse que não entendeu o motivo da hostilidade, já que está no país para ser “escravo da saúde e dos pacientes doentes, pelo tempo que for necessário”.
O juiz João Batista Ribeiro, titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, negou liminar pedida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) daquele estado contra o programa federal Mais Médicos. Ao tomar a decisão, publicada nesta quarta-feira (28), o magistrado advertiu que a entidade busca promover reserva de mercado com a tentativa de se ver dispensada de conceder registro provisório aos profissionais com diploma estrangeiro que chegaram ao país desde a última semana.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (27) que entre os critérios para definir a distribuição dos médicos cubanos pelos 701 municípios que não atraíram nenhum profissional no Programa Mais Médicos serão observados os indicadores de pobreza e também a composição das equipes.
Aos meus amigos profissionais de saúde
Ainda que possamos ter divergências sobre o Programa Mais Médicos, penso que os infames acontecimentos havidos em Fortaleza na data de ontem, em que 50 playboys promoveram um ignominioso linchamento moral contra os médicos que vieram atender nossa gente mais sofrida, esse fato constitui um ponto de inflexão no debate.
Por Paulo Vinícius Silva, Blog Coletivizando
Em mais uma edição do programa Ponto de Vista, José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho, falou sobre a chegada dos médicos estrangeiros no Brasil, sobre a importância do Programa Mais Médicos e sobre a investida dos setores conservadores nesta questão. O editor reafirma que "a população brasileira apoia o programa Mais Médicos e especificamente a contratação de profissionais estrangeiros".
No seu documentário Sicko Sos Saúde,o cineasta e diretor Michael Moore fala sobre a comparação do sistema de saúde americano com outros sistemas de saúde totalmente públicos e com qualidade entre eles o de Cuba. Mostrando que a mortalidade infantil nesses países é menor que dos EUA, a expectativa de vida média é maior que a americana e os médicos formados na Ilha não visam um plano privado de negócios e sim servir ao povo e á vocação médica.
O ano é 1930. As tropas insurgentes de Getúlio Vargas vêm do RS para tentarem tomar a capital federal (Rio de Janeiro). Os efetivos leais ao presidente que elas querem depor, Washington Luiz, esperam-nas na cidade de Itararé, divisa entre SP e PR. Canta-se em prosa e verso aquela que será a mais formidável e sangrenta das batalhas. Mas, nem um único tiro é disparado: antes, o presidente bate em retirada, entregando o poder a uma junta governativa.
Por Celso Lungaretti (*)
Anuncia toda imprensa nos últimos dias: o governo federal voltou atrás e anunciou a contratação de 4.000 médicos cubanos. Os quatrocentos primeiros profissionais de Cuba chegam ao país no fim de semana. Eles irão suprir as vagas não preenchidas no programa Mais Médicos e virão ao país em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas).
Por Urariano Mota
O jornalista Hélio Doyle expõe argumentos técnicos sobre a vinda de profissionais de saúde; diz que eles já atuaram em regiões remotas do País, sem que houvesse qualquer gritaria; como Cuba é um país socialista, a contratação é feita diretamente junto ao Estado, que tem a preocupação de preservar baixos índices de desigualdade; dos 78 mil doutores cubanos, que têm uma das melhores relações médico/paciente do mundo, 30 mil atuam no exterior o índice de deserção é baixíssimo
Militantes de movimentos sociais, gestores e usuários da rede pública de saúde, estudantes, deputados, vereadores de várias cidades e sindicatos de bancários, professores, engenheiros, metalúrgicos, enfermeiros e psicólogos se reuniram nesta sexta-feira (23), em São Paulo, em ato de apoio ao Programa Mais Médicos.
Até o próximo domingo (25), 644 médicos, incluindo 400 cubanos, com diploma estrangeiro chegam ao Brasil para trabalhar pelo Programa Mais Médicos em regiões pobres do país. Nesta sexta-feira (23), começaram a chegar os médicos inscritos individualmente em oito capitais.