Dirigentes paraguaios denunciaram que foram vítimas de um despejo violento por policiais que destruiram 32 casas, na quarta-feira (10) em Tapiracuai Loma, no estado de San Pedro.
O presidente do Paraguai, Federico Franco, sofreu, nesta sexta-feira (5) uma forte afronta diplomática na Organização dos Estados Americanos (OEA), onde mais da metade dos países membros decidiram não assistir ao discurso do mandatário.
O presidente da Plataforma de Estudos e Investigação de Conflitos Camponeses, Domingo Laino, afirmou nesta quinta-feira (4) que o sangrento despejo de Curuguaty foi executado contra os camponeses paraguaios, mas eles nunca foram invasores daqueles terrenos.
O Partido Colorado é o favorito para regressar ao poder nas eleições presidenciais de 21 de abril no Paraguai. Já a classe política progressista, dividida no pleito, deve voltar a realizar uma forte autocrítica que lhe permita pôr em disponibilidade novos discursos que comovam vontades majoritárias.
Por Lorena Soler*
O Ministério Público do Paraguai aceitou o pedido de investigação da denúncia do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre o sangrento despejo camponês em Curuguaty e as irregularidades na destituição do presidente Fernando Lugo.
A Frente Guasú (coalizão da esquerda paraguaia) exigiu ao governo o cumprimento da demanda da ONU para a constituição de uma Comissão da Verdade e Justiça, para a investigação das mortes de campesinos em Curuguaty e a destituição do presidente Fernando Lugo, ambos os fatos ocorridos em junho de 2012.
Aníbal Carrillo, candidato presidencial da Frente Guasu, coalizão da esquerda paraguaia, afirmou que a recente resolução da ONU sobre a situação do país confirmou a conspiração desenvolvida para destituir o presidente Fernando Lugo. Carrillo atribuiu grande relevância ao documento do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que pede uma investigação independente e imediata sobre a morte de camponeses e o processo que tirou o mandatário de seu cargo em 2012.
O futuro do Paraguai é incerto. As consideráveis variações das pesquisas de intenções de voto não permitem apontar com segurança a vitória de nenhum candidato nas eleições presidenciais marcadas para o dia 21 de abril. Entretanto, os números sugerem que o comando do país deverá ficar com Horacio Cartes, do Partido Colorado, ou com Efraín Alegre, do Partido Liberal.
Mais de 200 policiais paraguaios desalojaram, com o apoio de helicópteros, dezenas de famílias camponesas que ocupavam uma fazenda, destruindo suas moradias e plantações em Canindeyú.
Os partidos de esquerda do Paraguai têm denunciado a falta de espaço nos debates televisivos. Nesta segunda-feira (25), o candidato da Frente Guasu, Aníbal Carrillo, criticou, em nota, a falta de criatividade e conteúdo dos presidenciáveis. Em sua análise, o debate foi, no melhor dos casos incipiente e o “desempenho geral dos candidatos esteve muito por baixo do que a cidadania merece escutar”.
O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo denunciou, nesta quarta-feira (20), que a influência midiática e o poder dos que "detém recursos econômicos de origem desconhecida geram distorção e desigualdade durante processo eleitoral" no país que elegerá o presidente, vice, senadores, governadores, deputados regionais e do Mercosul no próximo 21 de abril.
Uma avançada da missão técnica da União de Nações do Sul (Unasul), que observará o processo eleitoral do Paraguai e as eleições gerais do próximo abril, verifica nesta quinta-feira (21) a normativa eleitoral e a organização das eleições.