Com faixas, apitos e carro de som os trabalhadores partiram da Praça do Cruzeiro às 8h30, em direção à sede da prefeitura na beira-mar e por lá permaneceram até que o gestor os recebesse, por volta das 12 horas.
Nesta quinta-feira (29/4), os professores da rede estadual da Educação Básica suspenderam as atividades por 24 horas. Em pauta, o pagamento da URV (Unidade Real de Valor) aos trabalhadores em educação no estado. A paralisação contou com a adesão de 90% dos professores da rede pública estadual na Bahia.
Em nota oficial intitulada "Em defesa da democracia", a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) rebateu as acusações de que o movimento grevista deflagrado em março pela categoria seja “político”. A nota é uma resposta ao procurador-geral da república Roberto Gurgel e ao ex-governador José Serra (PSDB-SP), que procuram desqualificar as motivações da entidade.
Categoria reivindica que classe patronal não quer pagar dissídio coletivo aprovado e ameaça entrar na Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.
Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram suspender a greve, que completava exatos 30 dias. Cerca de 5 mil profissionais do magistério compareceram à assembleia, realizada na tarde de quinta-feira (8) no vão livre do Masp, região central da capital paulista.
A ideia do PSDB de buscar uma punição judicial para o sindicato dos professores oficiais de São Paulo (Apeoesp), por considerar que a greve da classe tem propósitos eleitorais, é uma mau começo de campanha para José Serra e os candidatos peessedebistas em geral, no estado.
Por Janio de Freitas, na Folha de S.Paulo
O funcionalismo público do estado de São Paulo demonstrou à grande mídia que não aceitará calado à campanha de criminalização dos movimentos sociais e de proteção ao presidenciável tucano, José Serra. Milhares de servidores protestaram, nesta quarta-feira (31), contra o viés autoritário e manipulador dos principais veículos de comunicação na cobertura de manifestações.
Na mesma tarde em que o governador José Serra anunciou sua renúncia ao governo paulista para concorrer à Presidência da República, professores da rede estadual de ensino mantiveram, por tempo indeterminado, uma greve emblemática da gestão do PSDB. Enquanto Serra falava nesta quarta-feira (31) num legado de transparência, respeito ao outro e eficiência, a assembleia com 60 mil docentes denunciava o desmonte da educação pública em São Paulo e a ojeriza tucana ao diálogo.
Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.
Por Conceição Lemes, no blog Viomundo
Um calendário de mobilizações está sendo realizado durante a semana. A categoria reivindica 17,5% de reajuste, além da ampliação de benefícios. Frente às dificuldades de negociação, o Ministério Público foi acionado.