Na opinião de sindicalistas e lideranças do movimento social, os atos desta quarta-feira (15) contra o projeto de reforma da Previdência Social de Michel Temer serão expressivos e podem ganhar a adesão do cidadão comum. Para dirigentes, parcelas da sociedade que não fazem parte de movimentos organizados começam a se preocupar com a aposentadoria – o que deve fortalecer os protestos do dia 15.
Por Railídia Carvalho
Começa na noite desta segunda-feira (13) o 12º Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (12º CNTTR). O Congresso é a maior instância de deliberação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e reunirá, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, no período de 13 a 17 de março, delegados e delegadas de todos os estados brasileiros.
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás promoveu, na manhã de hoje (13/03), uma audiência pública com o objetivo de debater a Reforma da Previdência. O evento, de iniciativa das deputadas estaduais Isaura Lemos (PCdoB) e Adriana Accorsi (PT) e do deputado federal Rubens Otoni (PT), foi construído pelo SINT-IFESgo e pelo Fórum Goiano das Entidades dos trabalhadores no Serviço Público Federal (FOGEF), que articula, desde o mês de fevereiro, uma grande campanha contra a Reforma em Goiás.
As atividades contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Michel Temer estão mobilizando de milhares de pessoas em todo o Brasil. O tema foi o eixo principal das mobilizações do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e é o mote do dia de mobilização e paralisações que acontecerá no próximo dia 15 de março em todas as capitais e diversas cidades.
No dia 15 de março os protestos contra a reforma da Previdência ganharam força no Estado de São Paulo: está confirmada a paralisação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo e também dos trabalhadores do metrô. Ambas as categorias aprovaram em assembleia a paralisação no dia 15. Os ônibus vão parar à meia-noite do dia 15 e retornam às 8h da manhã. O metrô fará paralisação de 24 horas.
“A PEC 287 vai liquidar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores”, enfatizou Marcelino da Rocha, presidente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal). Na opinião do dirigente, trabalhadores e trabalhadoras devem ir às ruas expressar o repúdio à reforma proposta por Michel Temer.
Para o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, o 8 de março foi uma demonstração da resposta que está por vir aos golpistas, a começar pelo próximo dia 15 de março, quando todas as centrais sindicais brasileiras e movimentos sociais do campo e da cidade promoverão um Dia Nacional de Paralisação.
Grande ato nacional contra a reforma da Previdência promete parar o país na próxima quarta-feira (15), data em que será realizada uma paralisação geral. Sob o lema “Nenhum direito a menos”, os cearenses se somarão aos manifestantes de todo o Brasil para lutar contra os retrocessos impostos pelo governo golpista de Michel Temer, em especial a reforma da Previdência. As manifestações populares deverão acontecer em todo o país, reunindo milhares de pessoas para, em uníssono, bradar: Fora Temer!
Em entrevista à revista CartaCapital, a ex-ministra do Desenvolvimento Social do governo Dilma, Tereza Campelo, criticou a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Michel Temer (PMDB) e disse que a política de arrocho fiscal não será capaz de produzir crescimento do país, muito menos a inclusão social.
Um dos argumentos dos críticos à proposta de reforma da Previdência de Michel Temer (PMDB) é de que o governo que diz que o sistema é deficitário deveria cobrar os deveres do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Entre os quais, o relator da reforma na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), que é sócio de uma empresa que está na lista de devedores.
Em vídeo produzido pelo MTST e Mídia Ninja, o ator Wagner Moura narra de forma didática os efeitos nefastos da reforma da Previdência apresentado pelo governo de Micchel Temer.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) espera a adesão de mais de um milhão de professores e profissionais da rede pública de ensino na greve nacional que será deflagrada na quarta-feira (15). A paralisação, que vai atingir todos os estados do país, inaugura um calendário intenso de mobilizações envolvendo centrais sindicais e movimentos populares contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287/2016, que muda as regras da aposentadoria no país.