Proposta de cortar investimentos na Saúde foi feita por Jair Bolsonaro (sem partido), regatando projeto de Michel Temer (MDB)
Entidade publicou nota contestando reportagem do Jornal Nacional, que tentou atribuir aos gastos com servidores a falta de investimentos em saúde e educação.
Lançada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), petição reivindica orçamento mínimo de R$ 167,8 bilhões em 2021 e revogação do teto de gastos públicos.
Em meio à pandemia, e com o desespero de Bolsonaro por um programa social que leve a marca de seu governo – ele pensa em substituir o Bolsa Família pelo Renda Brasil – crescem as tentativas de flexibilizar a regra, muitas delas partindo de integrantes do próprio Executivo.
O engajamento multipartidário mostra que ela é a política pública com o maior potencial de angariar o apoio da sociedade, dos políticos, independentemente das ações do governo Bolsonaro
Eis que os liberais brasileiros mordem seu próprio rabo. Afirmaram por anos que o Estado precisava cortar o gasto social, para equilibrar suas finanças. Agora, diante do fracasso da teoria, querem a Reforma Tributária – desde que não afete as elites.
É urgente enfrentar com coragem o fundamentalismo econômico
Na verdade, o coronavírus é um álibi convincente para muitos de que a política econômica não tem poder de reverter a recessão, a menos que os governadores e prefeitos aceitem relaxar as medidas de isolamento social.
O crescimento da dívida pública é tido como inevitável por boa parte dos economistas, para quem, após a pandemia, deve-se retomar o teto de gastos, reduzir salários etc. Defendemos, porém, que o fim da crise atual não passa pela agenda de cortes e reformas.
Segundo pesquisa da UFRJ, em três cenários possíveis, a retração do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar entre 3,1% a inéditos 11%
Em documento, relatores das Nações Unidas criticam governo brasileiro por colocar a economia acima das vidas e pedem suspensão do teto de gastos.
Segundo Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o projeto da LDO mostra que, em 2022, para cumprir o teto, gastos discricionários teriam de ser de R$ 85 bilhões. Essas despesas, no entanto, nunca ficaram abaixo de R$ 128 bilhões.