O olhar amazônico no projeto nacional

A luta dos movimentos democráticos de caráter popular e anti-imperialista que atuam na região contra a ameaça estrangeira fortalece a luta pela democracia e soberania nacional

A presença do grande capital internacional, com destaque para o norte-americano, na Amazônica vem se expressando de várias formas, através das mineradoras, madeireiras e do agronegócio entre outros investimentos. A presença do grande capital visa consolidar a influência geopolítica dos Estados Unidos no país e na América Latina. Esses ingredientes tornam a situação ainda mais tensa na região amazônica. O que requer atenção redobrada da nossa parte nessa que é uma das regiões mais cobiçadas e saqueadas do mundo.

É inegável que a riqueza contida em seu solo e sub-solo despertam a cobiça do mundo. Isso significa que precisamos olhar a região como parte dos interesses geopolíticos do Império Americano, para contrapor a esses interesses na Amazônia é preciso considerar o que ela representa do ponto de vista geográfico, científico e tecnológico. Unificar, através de jornadas de luta, os povos da região contra os interesses do grande capital é decisivo na preservação das riquezas e da vida, do desenvolvimento do Brasil, ajudando na construção do projeto nacional.

Importante ressaltar que a luta dos movimentos democráticos de caráter popular e anti-imperialista que atuam na região contra a ameaça estrangeira fortalece a luta pela democracia e soberania nacional. Isto implica em colocarmos no centro das nossas preocupações políticas a defesa das riquezas naturais e dos direitos dos povos que habitam a região

Na atual conjuntura a questão nacional ganha mais relevância no pensamento estratégico. Nenhum projeto aglutinará forças consequentes se a questão nacional não estiver no seu centro. É através dele que conseguiremos dimensionar as potencialidades econômicas, científicas, tecnológicas, produtivas e a reafirmação dos aspectos culturais do país. Isso contribui na elaboração da plataforma de desenvolvimento social, além de potencializar o enfrentamento aos interesses ao capital financeiro internacional na Amazônia.

Nesse cenário é importante destacar o papel dos movimentos sociais, das entidades, fóruns e articulações políticas que desenvolvem lutas pela preservação das riquezas da floresta e da integridade do território. Toda essa mobilização política, bem articulada unifica o povo em torno de bandeiras unitárias que ajudam a defender as riquezas dessa estratégica região do país com toda sua biodiversidade. Além de contribuir na superação da atual crise econômica, política e social que, considerando as suas peculiaridades, na Amazônia tem impacto ainda maior

Uma questão de grande relevancia política é a necessidade da integração das agendas de lutas da região através da realização de jornadas unitárias, campanhas patrióticas, intercâmbio cultural regional, valorização do conhecimento plural. Este feito fortalece as organizações tradicionais de luta dos povos da Amazônia que, integrada na defesa das riquezas naturais e da vida na região, coloca em outro patamar a luta social do povo.

Considerar o olhar amazônico no projeto nacional de desenvolvimento social dá mais consistência política a contribuição da região no grande debate nacional, além de influir positivamente as lutas de resistência nos paises que compõe o platô amazônico.

Ampla unidade do povo, numa luta em escala nacional contra os interesses do capital financeiro internacional é o legado que podemos deixar para as futuras gerações de lutadores brasileiros que vivem na Amazônia brasileira, assim como em todo o país.

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