No final de 2014 foi ao arquivo do Senado projeto aprovado na Câmara que criminalizava a homofobia. No começo deste ano, chegou ao Senado sugestão popular de um projeto que equipara ao crime de racismo a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.
Uma vítima por dia. O cenário lembra, em muito, conflitos armados entre países. Mas, no Brasil, é a cultura da intolerância e do ódio com as diferenças que interrompe, diariamente, a vida de jovens, negros e negras, da periferia e, sobretudo, LGBT’s. Parlamentares e movimentos sociais discutem soluções para essa realidade nos dias 16 e 17 de agosto na Câmara dos Deputados.
“Vamos ver se ela é mulher mesmo?”, disse o estuprador minutos antes do crime ocorrido na madrugada do último domingo, dia 10, no bairro Magalhães, em Laguna. Por volta das 4h, a vítima de 29 anos e a namorada seguiam de carro em direção à Imbituba, depois de se divertirem em um show. Durante o trajeto, as duas discutiram e a jovem de inicial E. pediu para descer do carro.
Nesta terça-feira (28) é celebrado o Dia Mundial do Orgulho LGBT. Em visita à redação do Portal Vermelho, o presidente da União Nacional LGBT (UNALGBT), Andrey Lemos, analisa a conjuntura e comenta a respeito dos desafios a serem enfrentados para superar o preconceito e a exclusão, em um contexto de ascensão do conservadorismo e perseguição às minorias.
Por Laís Gouveia
Assistimos e lemos horrorizados as notícias sobre o grave atentando contra a população homoafetiva que ceifou a vida de 49 pessoas e deixou mais de 50 feridos no atentando em Orlando, nos Estados Unidos, no domingo, dia 12 de junho. Tão trágico quando o que aconteceu em solo norte-americano, é a realidade vividas pelas pessoas da comunidade LGBT no Brasil.
O ativista Regis Vascon mobilizou a comunidade LGBT de Campinas e região para promover um ato em solidariedade às famílias das vítimas do atentado em Orlando (Flórida/EUA), ocorrido na madrugada do dia 12 de junho. A atividade foi realizada no largo do Rosário, região central da cidade, no início da noite de sexta-feira (17/06). Representantes de várias religiões e segmentos sociais estiveram presentes.
No mesmo final de semana em que um ataque a uma casa noturna gay nos EUA chocou o mundo, uma pequena cidade do sertão da Bahia se mobilizou, de forma inédita, em repúdio ao assassinato de dois professores homossexuais. Moradores da cidade de Santaluz fizeram na manhã da última segunda-feira (13) uma passeata pela ruas da cidade, em protesto contra o assassinato de dois professores na sexta-feira (10) passada. Com cartazes em mãos, eles pediram paz e, principalmente, uma solução para o crime.
O crime na boate Pulse, em Orlando (EUA), no último final de semana, reacendeu o debate sobre a crescente homofobia no mundo.
Assistimos e lemos horrorizados as notícias sobre o grave atentando contra a população homo afetiva que ceifou a vida de 49 pessoas e deixou mais de 50 feridos no atentando em Orlando, nos Estados Unidos, no domingo, dia 12 de junho. Tão trágico quando o que aconteceu em solo norte-americano, é a realidade vividas pelas pessoas da comunidade LGBT no Brasil.
Por Angela Albino*
Cinquenta, pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem homossexuais. No massacre em uma boate LGBT em Orlando (EUA), um atirador cerrou fogo contra a multidão de mais de 300 indivíduos. O motivo, segundo seus próprios pais, foi a fúria por ter visto dois homossexuais se beijando. O que isto tem a ver com o futebol? Tudo!
Pro Penélope Toledo*
O massacre que matou pelo menos 50 pessoas na madrugada de domingo (12), em uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos, repercutiu no Congresso brasileiro. Para os senadores que se manifestaram nesta segunda-feira (13), o mundo assiste ao aumento da intolerância contra minorias, como os homossexuais. As senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) observaram que episódios de intolerância e homofobia são recorrentes também no Brasil.
Um atirador homofóbico, dezenas de vítimas e feridos em uma boate nos EUA e a asenção cada vez maior do fundamentalismo. O presidente da União Nacional LGBT (UNALGBT) Andrey Lemos, considera que, mesmo no século 21, o mundo ainda está no armário e a população LGBT enfrenta imensos desafios para conquistar o respeito à diversidade.
Por Laís Gouveia