O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira (15), em Madri que o Brasil continua disposto a mediar o diálogo entre a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e o Irã, "respeitando o direito do país de ter seu programa pacífico". Os Estados Unidos e outras potências do Ocidente ameaçam o Irã com sanções devido a seu programa nuclear.
Milhões de iranianos celebraram nesta quinta-feira os 31 anos da vitória da Revolução Iraniana, com pronunciamentos oficiais que minimizaram complôs ocidentais e elogiaram o país como "Estado Nuclear", enquanto a oposição novamente mediu forças com o governo.
As sanções contra o Irã parecem inevitáveis, a julgar pelas declarações de altos funcionários dos Estados Unidos, que não deixam dúvidas sobre o que o presidente Barack Obama pretendia, quando advertiu Teerã com “consequências crescentes” se não cedesse em suas ambições nucleares
Por Mohammed A. Salih, para a agência IPS
O governo russo afirmou nesta quarta-feira (10) que aplicar novas sanções contra o Irã em relação a seu programa nuclear não são solução para nada, embora novas medidas "punitivas" pareçam mais "realistas" agora.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na terça-feira (9) que sua administração desenvolverá um "significativo regime de sanções", nas próximas semanas, mirando o Irã e seu programa de energia nuclear.
O embaixador iraniano no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, elogiou na segunda-feira (8) o apoio brasileiro à decisão do presidente Mahmoud Ahmadinejad de enriquecer o urânio a 20% a partir desta terça-feira (9). A medida é condenada por parte da comunidade internacional.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (30), em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que não se preocupa com eventuais críticas por ter se reunido com o ministro de Relações Exteriores iraniano, Manoucher Mottaki, para conversar sobre temas nucleares. Segundo ele, o papel do Brasil é colaborar para “encontrar uma solução” para o diálogo entre o Irã e a comunidade internacional.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não prega e nunca pregou a destruição de Israel, ao contrário do que é amplamente difundido pela mídia ocidental. Quem “desmascara” tal versão há anos é o historiador estadunidense Juan Cole, professor da Universidade de Michigan e especialista no mundo islâmico.
Por Igor Ojeda, jornal Brasil de Fato
País só esperará decisão do Ocidente sobre programa atômico até o fim de janeiro, afirma ministro
Na véspera do Natal, o New York Times publicou uma conclamação à guerra: “Só há um meio para deter o Irã”, escreveu Alan J. Kuperman, e é “atacar militarmente as instalações nucleares do Irã” (NYT, 24/12/2009, em http://www.nytimes.com/2009/12/24/opinion/24kuperman.html).
Por Paul Craig Roberts, para o Counterpunch
Partidários do regime iraniano tomaram as ruas das principais cidades do país hoje, numa demonstração de força contra os protestos da oposição nos últimos dias. Segundo os manifestantes pró-governo, os oposicionistas são "peões dos inimigos". Alguns extremistas também ameaçaram processar os líderes contrários ao regime.
A rede de tevê estatal iraniana afirmou nesta segunda-feira que oito pessoas foram mortas em protestos contra o governo, citando informações do Conselho Supremo de Segurança Nacional da República Islâmica.