Ministra cubana denunciou os impactos da falta de energia: dobrou a mortalidade infantil e diminuiu expectativa de sobrevivência de crianças com câncer
Queda histórica reflete avanço de políticas públicas, enquanto mundo ainda registra 4,9 milhões de mortes infantis evitáveis por ano
Aumento foi de 2,5 meses sobre 2023 e de 30 anos em relação a 1940. Mortalidade infantil cai, mas mortes violentas de homens jovens reduzem média na faixa dos 20 aos 24 anos
Com reforço de equipes, vacinação e vigilância nutricional, o governo reduz mortes por malária, desnutrição e infecções entre indígenas em Roraima
O número do Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal indica queda de 62% na série histórica, iniciada em 1996
Piores números foram verificados em 2020, mas podem ter piorado, conforme o garimpo desmontou as unidades de saúde, deste então.
Etnia teve 7% de mortes por desnutrição infantil entre 2019 e 2020 – 24 crianças morreram.
O quadro, muito agravado pela pandemia e pelo desmonte do Estado, foi iniciado no governo de Michel Temer e aprofundado por Bolsonaro
Após um período de declínio na taxa de mortalidade infantil, entre 2010 e 2015, o indicador voltou a crescer em 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A mortalidade materna também apresentou aumento nesse mesmo período. A crise econômica, o ajuste fiscal e o corte em investimentos na saúde e em programas sociais são apontados pela Abrasco como possíveis fatores para o retrocesso.
O Ministério da Saúde convidou 15 especialistas para buscar a motivação do primeiro aumento da mortalidade infantil em 26 anos e os estudos técnicos apontaram o que já era esperado: o avanço da pobreza e os cortes em áreas consideradas cruciais para o desenvolvimento e principalmente para a saúde foram os principais fatores para o retrocesso.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna voltou a crescer. A taxa foi de 62 por 100 mil nascidos vivos em 2015 para 64,4 em 2016, após diversas quedas nos anos 1990. Para além do aumento, o Brasil havia assumido, e descumprido, a meta de reduzir a mortalidade materna em 75% até 2015 e agora, irá descumpri-la novamente em 2030, em um novo retrocesso.
Por Verônica Lugarini
“Entidades respeitadas como a Unicef registram que, historicamente, a queda da mortalidade infantil está associada à melhoria nas condições de vida da população, à atenção à saúde das crianças, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à vacinação. Os cortes aplicados na saúde e nos programas sociais pelo governo golpista de Temer são, sim, responsáveis por esse genocídio e retrocesso”.
Por Arruda Bastos*