Críticos e aliados concordam que o presidente da Síria, Bashar Assad, é peça-chave nas principais questões do Oriente Médio. Seu país exerce influência sobre o Líbano por meio do Hezbollah e outros grupos, dá refúgio a 1,2 milhão de iraquianos e 500 mil palestinos, abriga escritórios do Hamas em Damasco, tem uma parte de seu território ocupado por Israel, além de ser hoje o principal aliado do Irã no mundo.
Semanas antes da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul, iniciada em 11 de junho, milhões de sírios apaixonados por futebol começaram torcer por seus times preferidos. Nada de opção nacional – a Síria jamais conseguiu qualificação para participar do campeonato –, mas sob as bandeiras de Brasil, Alemanha, Argentina, França, Itália, que se veem em carros e janelas.
Para Sami Moubayed, no Asia Times Online
A Marinha de Israel atacou, nesta segunda-feira (7), um barco na costa da Faixa de Gaza, matando cinco pessoas. As Forças Armadas do país dizem que o barco levava militantes com armas e que, supostamente, atacariam Israel. Este foi o segundo ataque em menos de um mês. O primeiro, de 31 de maio, matou mais de 10 pessoas, em águas internacionais, de navios de ajuda humanitária à Gaza. Na ocasião, até mesmo a mídia israelense criticou a ação do país.
“Só um governo que já tenha perdido toda a capacidade de se autoconter e toda a conexão com a realidade comete tal crime. Atirar contra ativistas pacifistas, agentes de obra de auxílio humanitário, de várias nacionalidades, tomá-los como inimigos e enviar força militar massiva, em águas internacionais, atirar para matar e matar, é inconcebível!”
Por Uri Avnery, para o Gush Shalom (Bloco da Paz)
Marrocos decidiu colocar em liberdade condicional três dos seis presos políticos saarauis defensores dos direitos humanos que encontram no Presídio de Salé Rabat desde outubro de 2009, afirmaram fontes da Associação Saaraui Vítimas de Violações Graves dos Direitos Humanos (VASVDH), ONG com sede em El Aaiún, capital ocupada do Sahara Ocidental.
O histórico conflito entre Israel e Palestina tem como um dos pontos mais polêmicos a questão territorial e o reconhecimento dos territórios palestinos por parte de Israel. Um fato que comprova isso pode ser visto no site do ministério do Turismo israelense (www.goisrael.com), que atualmente divulga um mapa em que a Cisjordânia não é identificada.
Contrariando a versão oficial do governo Obama, Israel anunciou ontem (10) a retomada da construção de novas casas nos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental. A informação foi divulgada poucas horas após a conclusão da primeira rodada de negociações com palestinos e israelenses em busca de um acordo de paz, mediada pelo enviado especial norte-americano ao Oriente Médio, George Mitchell.
O governo francês confirmou esta quarta-feira (21/4) que vai apresentar ao parlamento um projeto de lei para proibir o uso da burca e do niqab – vestes muçulmanas que cobrem todo o corpo da mulher.
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Damasco, capital da Síria, em protesto à decisão de expandir as atividades de construção de assentamentos em territórios palestinos.
O primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, reuniu-se nesta terça-feira (23) por 90 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seguida às visitas do premiê israelense à sede do lobby sionista Aipac e ao Congresso americano.
Cinquenta anos atrás, para marcar o aniversário de 3 mil anos de Jerusalém (e a conferência anual da AIPAC), lobistas estadunidenses apresentaram um projeto de lei reconhecendo Jerusalém como a capital indivisível de Israel. Bill Clinton e mais tarde George W. Bush e Barack Obama usaram seu poder de influência para suspender a tramitação do projeto, alegando questões de segurança nacional.
Por Akiva Eldar, no Haaretz
O primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22), em Nova York, que a cidade de Jerusalém "não é um assentamento, é nossa capital", completando que seu país pretende construir mais 50 mil casas na cidade ocupada.