Há um forte ranço de cautela e desconfiança no processo de reaproximação entre Cuba e EUA, cujo passo inicial – o restabelecimento das relações diplomáticas – foi anunciado no último dia 17 de dezembro pelos presidentes Raul Castro e Barack Obama.
Há um forte ranço de cautela e desconfiança no processo de reaproximação entre Cuba e EUA, cujo passo inicial – o reestabelecimento das relações diplomáticas – foi anunciado no último dia 17 de dezembro pelos presidentes Raul Castro e Barack Obama.
O título desse artigo dispensa adjetivos, pois o nome Dynéas Fernandes de Aguiar, apenas o nome, por si só, expressa a grandeza do homem que o usou por pouco mais de 81 anos, até a última quinta-feira (13).
Recém conclui a leitura do primeiro dos três tomos da excelente biografia de Getúlio Vargas escrita pelo jornalista cearense Lira Neto (o mesmo dos premiados “O inimigo do rei: Uma biografia de José de Alencar” e “Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão”). Suas mais de 500 páginas confirmam o que vai escrito na apresentação: “Combinando rigor e talento literário, o texto de Lira Neto conduz o leitor por uma trama que passa com desenvoltura do prosaico ao épico, do doméstico ao histórico.
Em 10 de maio de 1969, nove dias antes de completar 79 anos, o líder vietnamita Ho Chi Minh redigiu em Hanói, com sua letra miúda, levemente inclinada para a direita (e tão intensa e nítida que suspeito tenha sido escrita com nanquim), um texto breve (não mais de duas páginas) que ficou conhecido como seu testamento. Começava assim:
O deputado estadual amazonense Eron Bezerra, membro do Comitê Central do PCdoB e pela segunda vez secretário da produção Rural do Estado, contava 19 anos em 1972 quando decidiu buscar a guerrilha do Araguaia em Marabá, no Pará. Imaginava a cidade coalhada de guerrilheiros. Esta é uma das histórias, entre mais de uma centena delas, publicadas pelo livro “Vidas, veredas: paixão”, que produzi entre 2011 e 2012 para a Fundação Maurício Grabois.
Insuportável assistir, na semana que passou (e talvez na semana que se inicia), o choroso noticiário de TV a respeito das bombas que explodiram na maratona de Boston no último dia 15, com mortos e feridos. O episódio foi, de fato, violento, lastimável, condenável sob todos os aspectos. Como afirmou o governo cubano, em sua reprovação ao episódio, deve ser rechaçado todo ato de terrorismo “em qualquer lugar, sob qualquer circunstância e quaisquer que sejam as motivações alegadas”.
Observadores do atual cenário político brasileiro vêm percebendo, no imbróglio resultante da eleição do Deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da Câmara Federal, algo mais do que as posições racistas e homofóbicas em si mesmas do parlamentar, que é pastor evangélico.
Quando o PCdoB emergiu para a legalidade, em maio de 1985, alguns desinformados – e outros de má fé – diziam que os comunistas cabiam num fusca. Depois, numa Kombi. Mais tarde, uns surpresos – outros, contrariados – perceberam que, para reunir os comunistas, talvez fosse mais apropriado um vagão ferroviário ou mesmo uma composição.
Há 55 anos, em março de 1958, pouco mais de seis meses após o 20º Congresso do PCUS, de matiz nitidamente reformista, o Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, que então usava a tradicional sigla PCB, aprovou nova orientação política. João Amazonas e Maurício Grabois votaram contra. No dia 22 daquele mês, a “Voz Operária”, órgão oficial do Partido, publicou o documento que expunha a nova diretriz. Era a “Declaração sobre a Política do PCB”, mais conhecida como a “Declaração de Março”,
Nos anos 90, a direita dispunha de um programa para o Brasil: o programa neoliberal. Beneficiária da atmosfera regressiva criada pela queda do Muro de Berlin e dissolução da União Soviética, no curso de uma ampla crise do socialismo e de um notável avanço do capital, ela sensibilizou o eleitorado brasileiro com suas propostas aparentemente inovadoras de privatizações, Estado mínimo e outros quejandos.
Há dois meses me dedico – sempre que a áspera luta pela sobrevivência me permite – a um novo romance, desta vez sobre o médico francês Jean Maurice Faivre, que aportou no Brasil em fins de 1826 e, entre 1847 e 1858, quando morreu, tentou criar na selva paranaense uma colônia influenciada pelo socialismo utópico do também francês Charles Fourier.