Ao lado do DJ Dan Dan e de Daniel Ganjaman, o cantor Criolo deu um salve e mandou boa energia para as pessoas que estão ocupando as escolas contra a PEC 241 e a reforma do ensino médio. Indigando, Criolo afirma que "não tinham mais o que inventar para destruir a vida de um professor, a vida de um aluno, a construção de uma cidadania". O artista, sempre engajado nas lutas do povo, deixa seu apoio aos que tentaram "construir uma vida melhor através da edução".
Entidades ligadas à Educação, além de sindicatos, federações, Secretarias de Estado, associações e representantes de diversas categorias assinaram uma Moção de Repúdio à Medida Provisória 746/2016, apresentada pelo Fórum Estadual de Educação do Ceará, que trata sobre a Reforma no Ensino Médio. A nota diz que a MP foi “elaborada sem nenhuma discussão com a sociedade civil organizada à qual estabelece medidas que, se aprovadas, promoverão uma profunda precarização da educação pública no país”.
Apesar da pressão do governo Temer para desmobilizar o movimento de ocupações nas escolas, perseguindo estudantes e ameaçando com reintegração de posse, 961 escolas estão ocupadas, em todo o Brasil, para dizer não a PEC 241 e a Reforma do Ensino médio, medidas que precarizarão ainda mais a educação pública no país. O balanço foi divulgado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nesta quinta-feira (20).
Uma denúncia feita na página da Frente Brasil Popular chamou atenção dos internautas na noite dessa quarta-feira (18). Seguindo os moldes da ditadura militar, onde “elementos subversivos” eram fichados, o Ministério da Educação (MEC) do governo Temer resolveu se infiltrar nos institutos federais ocupados, orientando, através de um ofício, que os dirigentes das escolas listem todos os estudantes que participam das ocupações.
Por Laís Gouveia
A mobilização contra o sucateamento da educação promovido pelo governo ilegítimo Temer, que encontra sua maior representação na PEC 241 e na Reforma do Ensino médio, vem gerando uma onda nacional de resistência em defesa da escola pública. Segundo informações da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), já são 875 escolas ocupadas em todo o país.
As medidas do governo Temer na pasta da educação vem causando uma onda nacional de indignação entre os estudantes. Para dizer não a Medida Provisória do Ensino Médio, que pretende precarizar ainda mais a escola pública, secundaristas saíram às ruas da capital paulista na manhã desta terça-feira (18).
A Medida Provisória 746, que prevê a reforma do ensino médio, vem gerando críticas e protestos, sobretudo, no meio estudantil. Sem entrar no mérito daquilo que propõe a medida, me detenho a observar que, no ordenamento jurídico brasileiro, as medidas provisórias funcionam como dispositivos de calibragem entre os poderes Executivo e Legislativo.
Por Pedro Estevam Serrano*
Para a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, se aprovada, significa que as questões sociais serão atendidas com menos intensidade, com menor investimento na saúde, educação e habitação. “Tudo aquilo que a massa da população precisa, ficará à margem, que são os direitos fundamentais previstos na Constituição“, disse ela.
O Estado do Paraná vive dias de resistência, com mais de 300 escolas ocupadas e o início da greve dos professores, reflexo do pacote imposto por Michel Temer para intensificar a precarização da educação pública com a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio. Além das ações nocivas na esfera nacional, o governador Beto Richa (PSDB-PR) resolveu aderir ao descaso, declarando que não irá pagar a parcela do salário dos profissionais da educação, agendado para janeiro de 2017.
Por Laís Gouveia
Para comunistas, proposta enviada pelo governo Temer representa desmonte da educação pública.
Comissão de Educação debate mudanças no currículo. Para comunistas, proposta enviada pelo governo Temer representa desmonte da educação pública.
Por Christiane Peres*
O pacote de maldades do governo Temer para agonizar a educação pública e entregá-la ao setor privado vem causando revolta entre os estudantes. Contra a PEC 241, que congelará investimentos na área da educação durante os próximos 20 anos, a antidemocrática Reforma do Ensino Médio e o corte de verbas na àrea, entidades estudantis e a Frente Povo sem Medo convocam uma manifestação, nesta quarta-feira (11), na capital paulista.