O presidente francês Nicolas Sarkozy, o mesmo que deu a ordem para iniciar o ataque à Líbia em nome da “defesa da democracia”, ficou bastante contrariado com a decisão do governo grego de convocar um referendo sobre o acordo de ajuste firmado com a União Europeia.
Os comunistas gregos estão convocando uma manifestação popular para a próxima sexta-feira (4), quando se pronunciarão sobre a grave crise que afeta o país. Em declaração divulgada nesta terça (1º), a direção do Partido Comunista defende a socialização dos monopólios, o desligamento do país da União Europeia e o cancelamento unilateral da dívida. Leia a íntegra.
O acordo firmado na madrugada de 27 de outubro 2011 não é solução para a crise na zona do euro, nem para a crise dos bancos, nem para a crise da dívida, nem para a crise do euro. Aquelas decisões nada resolvem de modo aceitável: apenas prorrogam a crise, sem resolver coisa alguma. Na avaliação dessa Comissão para a Abolição da Dívida do Terceiro Mundo, o acordo é inaceitável.
Os novos dados do desemprego na Grécia ampliaram o clima de tensão social que o país vive com a situação econômica, agravada depois do resgate financeiro imposto pela União Europeia (UE).
Os trabalhadores do transporte público na região de Atenas realizam nesta terça-feira (25) uma greve de 24 horas, interrompendo a circulação de ônibus, trens, metrô e trólebus. A paralisação é a mais recente de uma série de protestos contra os planos do governo para cortar empregos e salários do setor público.
De acordo com um relatório "secreto" da troica, divulgado no último fim de semana pelo jornal britânico Financial Times, o "plano de privatizações" é um fracasso e, mesmo com uma reestruturação de 50% da dívida, a Grécia nunca conseguirá retomar um patamar sustentável antes de 2020.
O "coração" da segunda jornada na enorme mobilização da greve de 48 horas latejava na praça central da capital grega, o Syntagma, onde a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) organizou um enorme comício que cercava o parlamento. E o segundo dia ultrapassou amplamente os anteriores das últimas greves.
Informe divulgado pelo KKE denuncia a repressão policial violenta conta a manifestação organizada pelo PAME na praça Sintagma, em Atenas (Grécia) e o assassinato do sindicalista Dimitris Kotzaridis
Por Partido Comunista da Grécia (KKE)*
Em meio à greve geral de dois dias convocada pelos sindicatos de trabalhadores da Grécia, o Parlamento aprovou nesta quinta-feira (20) os novos cortes e medidas impostos pela União Europeia (UE), FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Central Europeu (BCE).
A Grécia vive mais um dia de tensão. Após serem reprimidos violentamente pela polícia nesta quarta (19), milhares de manifestantes voltaram a ocupar a frente do Parlamento grego, no segundo dia de greve geral no país. A expectativa é de que os deputados aprovem nesta quinta (20) um novo pacote de maldades.
A polícia grega reprimiu com ferocidade a grande manifestação que se formou nesta quarta-feira nas ruas ao redor do Parlamento do país, em Atenas. Cerca de 20 mil pessoas estavam concentradas no local, aguardando a votação de um novo pacote de maldades, quando os policiais começaram a lançar gás lacrimogêneo na multidão.
Despacho da agência noticiosa espanhola Efe revela que a paciência do povo grego com a desumanidade capitalista está chegando ao fim. A conta do desequilíbrio estrutural do sistema vai sendo enfiada goela adentro dos cidadãos de cada nação, sem que jamais se chegue à solução definitiva, pois ela transcende o capitalismo.
Por Celso Lungaretti, em seu blog