“Hoje, autorizei duas operações no Iraque,” disse o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em coletiva de imprensa, na noite desta quinta-feira (7). Já era esperado que o seu governo – que havia prometido o fim da guerra contra o Iraque iniciada pela invasão de 2003, ordenada pelo governo George W. Bush – respondesse à grave turbulência na região, com a atuação de grupos extremistas e do terrorismo disseminado, para atuar militar e diretamente no cenário que o próprio imperialismo forjou.
Em 1994, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou seu Relatório sobre o Desenvolvimento Humano, inaugurando o conceito de “segurança humana”, com base em diversas críticas à perspectiva militarista da “segurança”. Nesta quinta-feira (26), o documento completou 20 anos em um mundo ainda vastamente militarizado, mas progressos significativos na concepção da segurança humana também devem ser ressaltados.
Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho
Em sua coluna “Ponto de Vista”, o editor do Portal Vermelho, José Reinaldo, analisa o último pronunciamento e as atitudes do presidente norte-americano Barack Obama. “Ao mesmo tempo em que defendeu platitudes sobre o multilateralismo e o papel da diplomacia, Obama reiterou a ‘guerra ao terrorismo’”, disse.
Por Ramon de Castro, para a Rádio Vermelho
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Charles Hagel, defendeu nesta terça-feira (6) a política de intervencionismo de seu país em diferentes partes do mundo e criticou os que preferem ver Washington menos envolvido em conflitos internacionais.
O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, qualificou como "intervencionistas e totalmente equivocadas" as recentes declarações feitas pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, sobre possíveis sanções à Venezuela.
O governo da Síria formulou uma solicitação ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki Moon, nesta segunda-feira (2), para que o representante impeça "qualquer agressão" contra o país árabe. Já o presidente dos EUA, Barack Obama, iniciou uma campanha para obter o apoio dos congressistas norte-americanos, em busca de consentimento para lançar uma intervenção militar.
A Rússia continua a esforçar-se para não permitir uma ingerência militar na Síria, declarou nesta sexta-feira (30) Iúri Uchakov, assessor do governo russo para Relações Exteriores. "O país trabalha ativamente para evitar um cenário de força na Síria", disse Uchakov a jornalistas.
O Parlamento do Reino Unido negou permissão à participação do país na intervenção militar contra a Síria, em votação realizada na noite desta quinta-feira (29). O primeiro-ministro conservador David Cameron é um defensor ativo da agressão contra o país árabe, proposta liderada pelos Estados Unidos e que ainda conta com o apoio assertivo do presidente François Hollande, da França, apesar da derrota interna de Cameron.
Claude Fahd Hajjar, vice-presidente da Federação de Entidades Americano-Árabes (Fearab-América), denuncia reiteradamente a desinformação midiática empregada contra o governo do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, com o intuito de legitimar a ingerência e a agressão militar iminente do Ocidente contra o país. Nesta semana, Claude deu uma palestra sobre o tema no Centro Cultural Árabe-Sírio, na capital paulista.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon informou, nesta quinta-feira (29), que os seus inspetores continuam a investigar o uso de armas químicas na Síria até esta sexta (30), e deixam o país no sábado (1º/9), mesmo dia em que devem apresentar os resultados preliminares da sua investigação.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) divulga uma nota, nesta quinta-feira (29), com o repúdio à escalada nos discursos e preparações para a intervenção militar contra a Síria, liderados pelos Estados Unidos, França e Reino Unido, três dos cinco membros do Conselho de Segurança nas Nações Unidas e membros da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan). Leia a íntegra da nota.
Ante a participação dos Estados Unidos em um possível ataque militar contra a Síria, parlamentares norte-americanos pressionam o presidente Barack Obama pela discussão do assunto no Congresso. Um grupo bipartidário (entre republicanos e democratas) enviou uma carta ao presidente, nesta terça-feira (27), instando-o a buscar permissão legal para uma intervenção militar, já que tomar a medida sem o aval do Congresso seria uma violação da Constituição.