A Arábia Saudita enviou 30 mil soldados para a sua fronteira de 800 quilômetros com o Iraque, nesta quarta-feira (2), após a alegada retirada de guardas fronteiriços iraquianos, devido às batalhas contínuas contra os membros de grupos extremistas. O governo iraquiano negou ter retirado os guardas, mas continua enfrentando o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), cujo respaldo pela Arábia Saudita tem sido denunciado.
Os bastidores políticos, diplomáticos e da espionagem em Beirute estão ficando ainda mais agitados do que usualmente com a explosão de um surdo conflito entre dois grandes aliados, os Estados Unidos e a Arábia Saudita, pelo controle operacional e de objetivos daquele que é, segundo a linguagem usada para o grande público, o mais mal afamado grupo terrorista da atualidade – o Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Grupos armados da oposição iraniana apoiados pelos Estados Unidos e por países da União Europeia e da Otan integram os contingentes do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), grupo extremista que combate nas guerras civis iraquiana e síria, respectivamente contra os governos em Bagdá e Damasco.
Por Sylvie Moreira, de Paris para o Jornalistas sem Fronteiras
Foram maus enquanto duraram? Foram… Os que vêm substitui-los serão melhores? Não… Os objetivos da estranhamente fulminante ofensiva do Exército Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), um grupo terrorista que até há pouco mal existia, pelo Iraque adentro, vão começando a desvendar-se. Até aqui havia suspeitas, agora há confirmações: estamos assistindo à criação de um novo mapa do Oriente Médio.
Por José Goulão*, no Jornalistas sem Fronteiras
A situação no Iraque se torna cada vez mais complexa e tensa. No artigo a seguir, publicado no jornal Avante!, do Partido Comunista Português, o autor analisa e denuncia os planos imperialistas para a região do Oriente Médio sob o pretexto de “combate ao terrorismo”.
Por Albano Nunes*, no jornal Avante!
Na esteira das mesmas estratégias que têm tomado contornos inesperados, o sectarismo é instrumento da fragmentação e da manipulação política. Novamente, o cenário é o Iraque e a potência imperialista atrás do leme é, previsivelmente, os Estados Unidos. Para isso, os estereótipos construídos à martelada sobre o Islã, os árabes, o terrorismo e o “extremismo”, todos cuidadosamente fundidos pela narrativa ocidental, são a ferramenta corrente.
Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho
O Irã nunca acompanhará os EUA para intervir no Iraque, declarou na segunda-feira (23) o parlamentar iraniano Seyed Husein Naqavi Huseini, dizendo que Washington busca atingir suas metas no território iraquiano e na região através de propostas de colaboração com o país persa.
O Iraque e a Rússia defendem o fortalecimento da cooperação em matéria de segurança diante da ofensiva das forças sectárias da organização Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Os mercados de manhã e noite em Urumqi, capital da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China, foram fechados por causa da ameaça de terrorismo, anunciaram nesta segunda-feira (16) as autoridades locais.
Homens armados, presumivelmente membros do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIS, na sigla em inglês), explodiram uma mesquita xiita em Diyala, apesar da contraofensiva iniciada pelo governo para frear o avanço dos extremistas.
Com o governo de Bagdá enfrentando esta semana a perda humilhante de Mosul para terroristas, o que se vê é que o grupo Estado Islâmico do Iraque e Levante [orig. Islamic State of Iraque and the Levant (ISIS)] começa a dar-se bem, onde a Al-Qaeda fracassou no Iraque.
Por Paul Mutter*, no The Arabist
O esboço do documento final da Cúpula do G77 + China, que acontece na Bolívia no próximo fim de semana, inclui a rejeição ao programa subversivo estadunidense ZunZuneo contra Cuba. Segundo um comunicado da Missão Permanente de Cuba na ONU, o texto – que deve ser aprovado pelos presidentes entre os dias 14 e 15, em Santa Cruz de la Sierra – também rejeita, de maneira categórica, as sanções de países do Norte contra os do Sul em temas como o terrorismo e o tráfico de pessoas e de drogas.