A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Alexandre Ganan de Brites Figueiredo

Advogado, bacharel em História e doutor em Integração da América Latina pelo PROLAM (Program de pós-graduação em Integração da América Latina) da Universidade de São Paulo (USP).
China venceu a pandemia e por isso é atacada

Existem verdades tão elementares que cabem nas asas de um colibri, escreveu José Martí. Tão elementares que nem devia ser preciso pronunciá-las em voz alta. Mas hoje é preciso que se diga: a China é bem sucedida no combate e na contenção do coronavírus e tem sido solidária com o mundo. Sua experiência acumulada e o envio de profissionais e equipamentos tem sido fundamentais para todos os países em luta contra a pandemia.

China pede respeito ao direito. Os EUA vêem nisso uma ameaça.

A certa altura do documento “A China e o Mundo na Nova Era”, divulgado por Pequim no esteio das celebrações pelos 70 anos da fundação da República Popular, se afirma: “a partir de meados do século XIX, a China foi explorada pelas potências ocidentais e ficou marcada por lembranças indeléveis do sofrimento causado pela guerra e pela instabilidade. Jamais imporá a outras nações o mesmo sofrimento”.

Maduro resistiu! Bolsonaro, nem tanto

É uma historinha já bastante usada, mas talvez ainda engane alguns bebês.

Bolsonaro anuncia uma política externa caótica e anti-nacional

 Foram apenas duas semanas de Bolsonaro como presidente eleito – ainda sem sequer ter sentado na cadeira – e seu inventário de desvarios já é enorme. O quanto dessa retórica de campanha, agora convertida em arrogância inconsequente, se tornará de fato política do futuro governo?

A máquina de mentir de Bolsonaro foi lubrificada com dinheiro ilegal

Reportagem da Folha de São Paulo, publicada no último dia 18, lançou mais luz sobre o que já era óbvio para qualquer análise razoável da massiva propagação de fake news contra Haddad e Manuela: essa prática é bancada por apoiadores íntimos de Bolsonaro, com dinheiro ilegal. O resultado das urnas no último dia sete está manchado pelo abuso de poder econômico e pela mentira que sustenta uma candidatura que ataca abertamente a democracia.

A política externa de Temer/PSDB expira como nasceu: mentindo

Em dois atos finais, a tragédia da política externa de Temer e do PSDB anunciou seu epílogo. Uma entrevista do chanceler Aloysio Nunes e o discurso do presidente na abertura da Assembleia Geral da ONU resumiram a mistura de subserviência, hipocrisia e cinismo a que foi reduzida a orientação da inserção internacional brasileira desde 2016.

Haddad e Manuela são a resistência democrática contra a barbárie

Durante a tarde do último domingo, quando a Avenida Paulista estava tomada pelo festival Lula Livre e pela caminhada com Haddad e Manuela, o candidato da extrema-direita divulgava uma sombria fala desde o leito do hospital em que se encontra.

A impugnação de Lula e o direito dos maus juízes

No último dia de agosto, mês em que tradicionalmente os projetos populares são apunhalados no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma sessão dantesca, rasgou a Constituição Federal, uma decisão da ONU, o que restava de vergonha e impugnou a candidatura do presidente Lula.

O candidato oculto às eleições de outubro

No espaço de apenas quatro meses, o Brasil recebeu visitas oficiais de três elevadas autoridades do governo norte-americano. A movimentação intensa na ponte aérea Washington-Brasília, inaugurada por Temer e por um Itamaraty em mãos do PSDB, se dá às vésperas do início da campanha eleitoral. E não é por acaso.

O erro de sintaxe política de Sérgio Moro

Sérgio Moro disse, em evento organizado pelo jornal O Estado de São Paulo, que o resultado das eleições de outubro traz riscos de retrocesso para a Operação Lava Jato. Em outras palavras, as eleições são um problema, segundo Moro.

Reunião de Mercosul e Aliança do Pacífico celebra a ironia da história

Amanhã, dia 24, acontece no México a primeira cúpula reunindo os presidentes do Mercosul e da Aliança do Pacífico. O encontro é revestido de um caráter inusitado, já que divergências profundas marcam esses dois modelos de integração.

Obrador terá desafios, mas México já se reencontrou com sua história

Em um célebre poema, Octavio Paz fala do cheiro de pólvora que inebria o México quando lembra seu passado. As lutas antigas, da independência à Revolução iniciada em 1910, passando pelas guerras em torno do processo de construção do Estado no século XIX, surgem ali com uma dubiedade inquietadora: são as raízes ancestrais e são também o passado heroico que pesa sobre a inação contemporânea.

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