A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Roberto Amaral

Escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia
Convém botarmos as barbas de molho

A velha característica dos golpes descritos pelos clássicos da ciência política, de se efetivarem como de surpresa, há muito foi superada pela necessidade moderna de preparação da opinião pública

Sobre um campo de tortura na Base Aérea de Natal

No governo democrático de Getúlio Vargas (1951-1954), os comunistas – que então lutavam contra o envio de tropas brasileiras para a guerra da Coreia e a ratificação do acordo militar Brasil-EUA firmado por Vargas – voltam a ser vítimas da repressão militar, desta feita levada a cabo pela Aeronáutica

O preço da conciliação com os crimes da ditadura

A crise de nossa história presente precisa ser vista e considerada para além de suas aparências de hoje, pois trata-se do segundo tempo da irresponsável conciliação que nossas elites pactuaram com a ditadura

É urgente sepultar o bolsonarismo

A emergência dessa peçonha ao poder, fato por si grave, cresce em riscos para a democracia e o progresso social, na medida em que o neofascismo continua crescendo no mundo

“Presidencialismo mitigado”: a nova face de um velho golpe

O que de fato pretende a escória da política brasileira, na expectativa de não poder impedir a eleição de candidatos populares à presidência da república, é, precatadamente, retirar do povo o direito de eleger seu governante

O tempo nos dirá o que significará para a Europa e o mundo o rearmamento alemão

Como explicar o comportamento da Alemanha, possivelmente o vizinho europeu mais prejudicado pelo conflito, renunciando ao papel de liderança e independência exercido até há pouco?

O doloroso parto de uma nova era

Para os objetivos dos EUA, portanto, a absorção da Ucrânia pela Otan é o coroamento de uma política de expansão militar bem sucedida; para Moscou, impedi-la transforma-se em um imperativo de sobrevivência

A guerra clássica e o fim da hegemonia anglo-saxã

A estratégia norte-americana até aqui funcional, é levar a Rússia à exaustão, como levou no século passado a URSS à debacle, forçada a uma corrida bélica superior aos seus recursos

Terá Lula a governabilidade negada pela direita a Vargas, Jango e Dilma?

É aconselhável, pois, que petistas e democratas de um modo geral tenham sempre presente a tentativa de golpe no 7 de setembro do ano passado

Lula e o desafio de conciliar a mudança reclamada pelas massas com a união nacional

Mirando para além do pleito, o ex-presidente, ao tratar da governabilidade, não se referia nem à notória má vontade da av. Faria Lima, nem aos boatos de vetos sussurrados nas esquinas dos quartéis, mas à necessidade de promover um governo de “união nacional”

Quem fará o discurso da esquerda?

Inicia-se uma longa caminhada de pouco mais de nove meses. E ela só terá sentido histórico, para as esquerdas, se se constituírem em oportunidade de mobilização e organização popular

Brasil: a independência por fazer

Duzentos anos de estado independente não foram suficientes para construir um projeto nacional. A abolição e a república não foram suficientes para drenar a peçonha da herança escravagista

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