A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Marcos Verlaine

Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap
Brasil: sairemos melhores dessa crise?

Ficará claro que o projeto neoliberal, de redução do tamanho e do papel do Estado, só beneficia os ricos? Depois da crise e suas consequências, a classe dominante terá empatia pelo povo e os trabalhadores? Depois dessa crise, o povo brasileiro vai adquirir mais consciência política? O povo sairá menos ingênuo, politicamente falando, desse caos social e econômico? O povo perceberá, depois dessa crise aguda, que o que produz riqueza é o trabalho? Daí a relevância da classe trabalhadora!?

As semelhanças simbióticas entre Durski, Bolsonaro e a MP 927

O conteúdo da MP, o pensamento de Junior Durski (e de Roberto Justus também) e as práticas e posições do PR demonstram que no Brasil não temos uma elite econômica, na concepção substantiva do termo. Temos ricaços, que não admitem, em hipótese alguma, abrir mão de seus seculares privilégios sustentados por um povo majoritariamente pobre, num país riquíssimo. Daí terem apoiado e eleito (a “elite” econômica), o homem errado, na hora errada, para o posto errado!

A necessidade do Estado e dos sindicatos nas crises agudas

Além do Estado republicano para equilibrar minimamente as relações políticas, sociais e econômicas, tal como está estabelecido nos países mais desenvolvidos do mundo, em particular aqueles do oeste europeu, é preciso manter e respeitar a Organização Sindical para defender os e as trabalhadoras.

Na média, o atual Congresso tem sido melhor que o governo

O Congresso Nacional — a Câmara dos Deputados, em particular —, recebeu, no computo geral, ao todo, 6.690.063 de votos na legenda e 91.679.056 de votos nominais, perfazendo total de 98.369.119 sufrágios. Então, a legitimidade de ambos os poderes está confirmada pelo voto popular.

De Temer a Bolsonaro, a lógica é reduzir ou liquidar direitos

A lógica é reduzir, eliminar ou desregulamentar direitos e aumentar ou regulamentar restrições. Todas as alterações nas legislações infraconstitucionais e constitucionais para reduzir gastos e desemprego seguem a lógica de reduzir ou desregulamentar direitos e aumentar ou regulamentar restrições, aprofundando o projeto e a ofensiva neoliberais, retomados pelo ex-presidente Temer e aprofundados pelo presidente Bolsonaro.

Lei sofisticada, sindicato abatido e base despolitizada; que fazer

Os desafios são enormes e vão exigir dos dirigentes sindicais larga e profunda compreensão dessa dura realidade política, que é conjuntural, mas também é histórica e estrutural, em que se encontra o Mundo do Trabalho e suas relações e o País, ora sob a direção de uma direita extremada, inimiga da classe trabalhadora e de suas organizações.

Indústria 4.0: os empresários estão pensando no futuro.E nós?

Em 2017, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou excelente publicação “Relações trabalhistas no contexto da indústria 4.0”, em que expressa nas entrelinhas as orientações do setor para o mundo do trabalho. Claro, não preciso dizer que esta é a ótica do mercado e do capital sobre o fenômeno tecnológico no mundo do trabalho e suas relações.

Em política, o que interessa é a economia

Esqueça a pauta de costumes ou a pauta “ideológica” do governo. Não é isto que interessa. Essa tem sido usada para dispersar, tomar tempo útil e consumir as energias de quem diverge do governo. Essa pauta só tem tido vasão nas redes sociais e nas abstrações do chamado “bolsonarismo raiz”. Na vida real, o que interessa é a economia ou a agenda econômica. É esta que carece de disputa real, no mundo real.

Sem homologar no sindicato trabalhador está sendo enganado

Mesmo que a lei desobrigue, os sindicatos precisam voltar orientar os trabalhadores e trabalhadoras, que em caso de demissão é necessário procurar a entidade sindical para receber informações e orientações, a fim de evitar prejuízos insanáveis no ato da rescisão do contrato de trabalho.

O povo despreza o Congresso, os partidos e a imprensa. Por quê?

Há uma marcha batida da insensatez em curso, não é de hoje. Pesquisa da CNT/MDA divulgada na última quarta-feira (22) revela o […]

Desculpe, 2020 não indica que será melhor que 2019

Para asseverar que 2019 foi de fato ano trágico para os trabalhadores, em junho, o portal do Senado veiculou que “Pela primeira vez na história, o Brasil foi incluído na lista dos 10 piores países do mundo para a classe trabalhadora pelo Índice Global de Direitos”, divulgado na semana em que foi realizada a 108ª Conferência Internacional do Trabalho, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).

Sindicalismo à beira do abismo. É hora de dar meia volta

O que se apresenta como novo e desafiador é preciso investigar para que não se tente resultados novos e diferentes tendo velhas e carcomidas práticas. Não adianta tentar ou querer enxergar o novo, com olhar velho e embaçado. Novos desafios impõem novas práticas.

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