A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Marcos Verlaine

Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap
As frentes de esquerda e uma cronologia de derrotas

O ano político recomeçou em 1º de fevereiro e dali até aqui, a esquerda já sofreu 3 derrotas significativas. As 2 primeiras foram nos pleitos que elegeram os presidentes da Câmara e do Senado, ainda que nesta última não tenha tido essa conotação. A terceira se deu na aprovação, pela Câmara, do projeto de lei (PLP 19/19) que determinou a “autonomia” do Banco Central.

Mas de quem é a vacina brasileira?

É do povo brasileiro — em particular, dos que moram no estado de São Paulo, pois foram esses que a financiaram —, cuja imensa maioria sustenta o País, com trabalho árduo e o pagamento de pesados impostos e tributos, muitas vezes sem o devido retorno do Estado.

Por que as instituições não reagem à altura a Bolsonaro

Em 28 anos ou 7 mandatos como deputado federal, o agora presidente da República nunca teve na Câmara atuação à altura das demandas do povo brasileiro. Nunca, nessa condição, participou como protagonista de nada relevante na Casa. Como parlamentar sempre esteve abaixo do aceitável. “O que significou transformar o ordinário em ‘mito’ e dar-lhe o governo do País?”¹

Movimento Sindical: uma grande pauta e 6 diretrizes

A pauta sindical, que precisa começar a ser executada desde já, estende-se até 2022 e pode ser composta de 6 grandes pontos ou diretrizes: 1) reformas Administrativa; 2) Tributária; 3) Sindical; 4) Trabalhista; 5) Auxílio Emergencial; e 6) Eleições 2022. Acrescente-se a Comunicação Sindical, sem a qual as organizações laborais ficariam ainda mais isoladas no plano da comunicação de massa (sindical).

Esquerda não está ante a ‘escolha de Sofia’ na eleição da Câmara

Política não é “lugar” para “santos” ou “demônios”; para puros ou impuros. Política serve a interesses. Quais são os da esquerda e os da direita? Quais são os seus, os meus, os nossos? O debate em torno da presidência da Câmara dos Deputados funda-se aí. O resto é incompreensão ingênua ou interesses inconfessos. O céu é que é lugar para incautos, santos e puros!

Contra Bolsonaro não cabe purismo; tampouco diletantismo

O ano de 2021 começou e não há sinais das vacinas por parte do governo e a ajuda emergencial foi cortada. O caos vai ser instalado. A crise no País vai se profundar sob um governo completamente desaparelhado para enfrentá-la em todos os aspectos humanos possíveis. Diante disso, não cabem erros e/ou vacilações graves.

O “pobre de direita” e a esquerda perplexa: um esclarecimento

O objetivo deste brevíssimo artigo é tentar lançar luz sobre essa incompreensão da militância de esquerda, que a deixa perplexa no debate político, nas redes e nas ruas, e que, portanto, a desalenta — que é o inconformismo ou revolta com o chamado “pobre de direita”. Vamos tentar entender esse “fenômeno”.

2021: se ligue, ainda estamos na pandemia e sob Bolsonaro

O ano acabou, mas a única coisa que mudou de fato foi o ano. O resto, bem, o resto continua o mesmo — pandemia, mortes, sem vacina, com Bolsonaro fingindo que dirige o País. É bom não confundir senso de realidade com outros sentimentos ou percepções. Bem-vindo a 2021!

Não havia e não há nenhum perigo de a oposição apoiar Lira

Esta não é uma eleição entre candidato A ou candidato B. Esta é uma eleição entre ser livre ou subserviente; ser fiel à democracia ou ser aliado do autoritarismo; ser parceiro da ciência ou ser conivente com o negacionismo; ser fiel aos fatos ou ser devoto de fake news”, sustenta documento assinado, nesta sexta-feira (17), por 11 partidos em favor de candidatura de oposição à do governo na Câmara.

Por que o PT resiste à formação de uma frente ampla?

Este brevíssimo ensaio não é para provocar ou espicaçar o PT e sua militância. A ideia é estimular o debate diante de dados e fatos político-eleitorais talvez irrefutáveis.

A eleição para presidente da Câmara e o “menor de dois males”

“Se for preciso tapem a cara com uma mão e votem com a outra”. Nessa eleição para presidente da Câmara, talvez a oposição tenha de recorrer à máxima do histórico dirigente comunista português Álvaro Cunhal, quando da eleição presidencial de 1986, entre o socialista Mário Soares e o direitista Diogo Freitas do Amaral. Soares venceu, com apoio do PCP (Partido Comunista Português).

Quem tiver o apoio da oposição será o novo presidente da Câmara

Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia travam uma disputa para emplacar o próximo presidente da Câmara. Bolsonaro apoia o líder do “Centrão”, Arthur Lira (PP-AL), e Maia vai propor ao seu grupo político, até o dia 15 deste mês, o nome entre os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Baleia Rossi (MDB-SP), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Elmar Nascimento (DEM-BA) e Luciano Bivar (PSL-PE).

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