A cultura brasileira conquistou esta semana uma importante vitória na Câmara dos Deputados.
Quando Bolsonaro e a ala ideológica de seu governo vão às redes ou falam à imprensa, não têm a pretensão de falar para todos os brasileiros.
Bolsonaro aprendeu rápido demais para quem na campanha se apresentava como um outsider, antissistema, representante de uma nova política sem vícios e, de certa forma, até ingênua.
“Bolsonaro sabe que para aplicar seu projeto antipopular, em um país com as assimetrias econômicas e sociais como o Brasil, precisa calar as vozes destoantes. Por isso ataca as instituições, os sindicatos, os movimentos sociais, a imprensa e tudo aquilo que se opõe aos seus arroubos totalitários.”
“A forma repugnante como Bolsonaro tem tratado a questão do coronavírus no Brasil tem deixado grande parte da população apreensiva.”
“Diante desse quadro, Bolsonaro parece dobrar a aposta na insensatez e o preço disso poderá ser a morte de milhares de brasileiros e o aprofundamento da crise econômica e política.”
“Nesse momento, o pedido de Bolsonaro para que o Congresso reconheça o estado de calamidade pública do Brasil, tem que incluir o debate sobre o fim do famigerado teto de gastos, de uma reforma tributária que estimule a indústria nacional e promove justiça tributária e da adoção de uma política de Estado que garanta renda a todos os brasileiros, como forma de estimular a economia e combater a miséria e o sofrimento do povo.”
“Bolsonaro age o tempo todo como se ainda estivesse em campanha eleitoral, atacando seus adversários e elencando inimigos imaginários que desviam as atenções da inoperância de seu governo e dos escândalos de corrupção que cercam seus familiares e amigos milicianos.”