A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Moara Crivelente

Doutoranda em Política Internacional e Resolução dos Conflitos, diretora de Comunicação do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e assessora da Presidência do Conselho Mundial da Paz.
A rendição no acordo Mercosul-União Europeia

Pode levar anos a ratificação do Acordo de Associação Estratégica entre Mercosul —Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela suspensa — e uma União Europeia de 28 estados membros —inclusive parte dos mais industrializados— mas o compromisso com a sua assinatura, recém-anunciado, reforçou a análise da condição dos países latino-americanos no sistema internacional. Agricultores europeus também preveem impactos negativos e resistem, o que igualmente cobra exame.

Parlamento de Israel legitima apartheid como interesse nacional

Não há surpresa na adoção da Lei Básica “Estado-Nação” pelo Parlamento de Israel, nesta quinta-feira (19). Mais importante nas manchetes do dia teria sido falar de continuidade, mas isto não seria fato noticioso. 

Avanços pela paz soberana na Coreia no encontro Kim-Trump

Os pundits, ditos gurus opinólogos convidados por oligopólios midiáticos liberais, estão confusos. Buscam um quadro simples para narrar que ou os EUA “venceram” na reunião pela qual o mundo esperava, entre Kim Jong-un e Donald Trump, nesta terça-feira (12), em Singapura, ou que Trump entregou o jogo.

Nakba: Dicionário da resistência à colonização da Palestina por Israel

Sumud e sanaúd são alguns termos da resistência do povo palestino na luta por sua terra. Em árabe, significam, respectivamente, “resiliência” e a asserção do retorno (“voltaremos”) de mais de seis milhões de refugiados. Neste 15 de maio, a nakba, “catástrofe” palestina, completa 70 anos. Mas esta não é só uma data histórica, é a narrativa de um genocídio em curso. 

O desmonte e a resistência brasileira na plataforma internacional

Os brasileiros e brasileiras, partidos, intelectuais e diversas entidades mobilizam-se, contando com ampla solidariedade internacional, para o reforço da luta contra o golpe e o retrocesso histórico imposto por um governo ilegítimo e antipopular e, em específico, pelo direito do ex-presidente Lula de concorrer às eleições.

Internacionalismo em tempos de emergência​​

As forças progressistas da América Latina mobilizam-se em luta árdua contra uma elite virulenta e reacionária engajada na oportunidade fomentada pelo imperialismo estadunidense. Mas em todo o mundo, movimentos sociais, partidos, sindicatos, redes de solidariedade, intelectuais e governos progressistas discutem formas de fortalecer a resistência à agressividade com que a reação se apresenta, se impõe, invade e golpeia. A resistência e a alternativa.

A luta contra a OTAN também é latino-americana

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi denunciada por diversos movimentos populares reunidos na capital belga, Bruxelas, às vésperas da sua cúpula, na quinta-feira (25), onde os líderes dos países membros arrogam-se o direito de deliberar sobre o futuro da humanidade. Participando dos eventos, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) é parte na luta contra essa maquinaria imperialista e buscou evidenciar o impacto desta política na América Latina*

Contra o desemancipar do futuro, resistência internacional

A falácia da modernidade com que (mal) maquia seus pretextos é nada mais do que isso, falácia. Que o golpe é a cara do conservadorismo mais servil ficou evidente na fatídica foto do governo usurpador macho, branco e fichado, ou suspeito. Depois do golpe institucional em si, é no golpe contra a CLT, a Previdência, a Educação ou a Política em geral que se evidenciam o projeto e a urgência da mobilização na resistência.

Quase seis décadas de compromisso, mas a luta anticolonial persiste

Há 56 anos, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a histórica “Declaração sobre a Concessão de Independência aos Países e Povos Coloniais”, almejando encerrar o capítulo vergonhoso de uma história de opressão, dominação e subjugação. Casos como o do Saara Ocidental, da Palestina e de Porto Rico continuam pendentes, porém, não sem obstinada resistência, respaldada por movimentos anticoloniais e anti-imperialistas construídos nessa luta.

Resistência e ação na solidariedade ao povo palestino

Há décadas demais, afirmamos a solidariedade ao povo palestino com números e fatos que expõem objetivamente a ocupação israelense. Há refugiados, mortos e prisioneiros demais, mas nenhum número enfatiza o suficiente que apenas um homem, mulher ou criança sob ocupação é demais. Este 29 de novembro, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, não seria diferente. Afinal, é a data em que, em 1947, a “partilha” lançou a chamada “questão palestina”.

Da “representação diplomática” do golpe, alertas constantes

Desde que engendrado o golpe de estado parlamentar-jurídico-midiático que marcou este nosso 2016 na história, lançando-nos de volta à luta elementar pela democracia, já discutíamos o que a realidade imposta aos brasileiros e brasileiras pelas forças reacionárias alojadas no Planalto nos traria também na dimensão internacional. Mas as notícias desta frente são constantes.

Em Israel, programa para deportar ativistas expõe a perseguição

Não é recente a perseguição, por parte do governo de Israel, aos ativistas, acadêmicos e jornalistas que ousam denunciar e protestar contra as políticas que sustentam a ocupação da Palestina. Entretanto, o governo israelense estabeleceu no domingo (7) a equipe interministerial que formulará um programa para a deportação de ativistas. A crescente solidariedade internacional aos palestinos é taxada de “risco à segurança nacional”.

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