A esquerda bem informada
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Moara Crivelente

Doutoranda em Política Internacional e Resolução dos Conflitos, diretora de Comunicação do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e assessora da Presidência do Conselho Mundial da Paz.
“Crise migratória” e seus (ir)responsáveis

A espiral decadente na tragédia humanitária e global que a mídia convencional escolheu denominar “crise migratória” é composta de muitos matizes e responsáveis deliberadamente postos à sombra. 

“Armas inteligentes” e o retrocesso da humanidade

Enquanto diversos movimentos sociais lutam contra a militarização do planeta, com foco na abolição das armas nucleares, na eliminação das bases militares estrangeiras e no fim do uso de veículos aéreos não tripulados (drones), novos desafios continuam surgindo. Quando os líderes das potências imperialistas simulam comprometimento com a redução da guerra, frequentemente agem no sentido contrário.

Um ciclo de debates sobre a Palestina ocupada e resistente

Há exatamente um mês, a Comissão Independente de Inquérito das Nações Unidas, mandatada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, apresentava seu relatório sobre a escalada da violência na Palestina, em 2014. 

“Uma potência nuclear terrorista”

A estimativa já é conhecida: Israel possui cerca de 80 ogivas nucleares não declaradas e não verificadas pelos mecanismos internacionais competentes, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês). Por isso, a reação israelense ao acordo nuclear com o Irã, anunciado nesta terça-feira (14), não poderia ser mais descabida, ou teatral. 

Guerras enlatadas vs. contestação na cobertura midiática

O debate sobre a responsabilidade dos jornalistas cobrindo conflitos ou guerras já é profuso. Deve ser construtivo ponderarmos o papel da mídia na base do ciclo de violência ou, por outro lado, na promoção de visões alternativas – por exemplo, a da paz como possibilidade. Mas questionar a cobertura frequentemente estereotipada dos conflitos pela “grande mídia” pode ser um mergulho em areia movediça.

Polêmica no RS é mais um ataque à solidariedade aos palestinos

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entrou na lista de entidades acossadas por opor-se à política israelense de massacres do povo palestino. Desde que respondeu à demanda de diversas entidades por informações sobre seu envolvimento institucional com empresas militares israelenses ou o polo espacial então gestado no Rio Grande do Sul, em parceria com a Elbit Systems, a Universidade tem sido taxada de “antissemita” e “racista”. 

Descolonização do Saara Ocidental, dívida mundial com o povo saaraui

A descolonização do Saara Ocidental é uma das mais brutais pendências na agenda da chamada “comunidade internacional”. Desde a década de 1970, essa região do noroeste africano rica em recursos é ocupada pelo Reino do Marrocos, que avançou sobre o território após a retirada controversa da potência colonial, a Espanha. No Brasil, a luta do povo saaraui pela autodeterminação ainda é pouco discutida. Daí o empenho das forças engajadas na solidariedade internacional para trazer o assunto a debate.

Abolir as armas nucleares, ameaças imperialistas à humanidade

A Conferência da ONU de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) retoma o longo processo de debates centrados na (in)disposição das chamadas “potências nucleares” (países detentores do armamento de destruição em massa) em abrir mão do que classificam de “poder de dissuasão”. Este eufemismo refere-se ao exercício da força até mesmo indireta pelas potências sobre o resto do mundo através da ameaça, basicamente, de aniquilação e devastação massiva.

Palestina resistente: Brasileiros encontram a luta por libertação

Cruzar a fronteira do rei, da Jordânia para a Palestina, foi como retomar uma longa jornada. A ocupação israelense dos territórios e das vidas dos palestinos é multidimensional, onipresente e traz custos elevadíssimos à dignidade e à humanidade, e precisa ser investigada constantemente. A resistência nacional, entretanto, não se deixa dobrar.

Radicalização de Netanyahu força posição dos EUA sobre a Palestina

Em 2014, Ano Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, duas ofensivas militares israelenses ceifaram a vida de 2.200 pessoas na Faixa de Gaza e outras dezenas na Cisjordânia. Os EUA exibiram então, a sangue frio, sua aliança inabalável a Israel. Continuaram financiando sua guerra contra os palestinos e vetaram ou opuseram-se a resoluções importantes no seio da Organização das Nações Unidas, para seguir garantindo a impunidade da liderança israelense e a ocupação da Palestina.

Na simbiótica aliança EUA-Israel, a guerra é cultivada

Nas últimas semanas houve uma duradoura onda de análises sobre o impacto nas relações Israel- Estados Unidos pela afronta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra o presidente Barack Obama. Institutos políticos e meios de comunicação internacionais das mais diversas tendências avaliaram o que seria o resultado do discurso de Netanyahu no Congresso estadunidense para, contra a vontade de Obama, atacar as negociações sobre o programa nuclear com o Irã.

Netanyahu: O elefante branco no Congresso dos EUA

Ele chegou lá. Após semanas de especulação sobre o mesquinho discurso do qual o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu não abriu mão, no Congresso dos Estados Unidos, ele finalmente subiu ao palco e deu seu show. Nesta terça-feira (3), o condutor do tanque sionista que ameaça arrasar não só palestinos, em seu massacre permanente, quanto a maior parte da vizinhança, fez o que inúmeros críticos temiam e garantiu o espetáculo, a contragosto do presidente Barack Obama.

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