O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akhbar Salehi assegura que “as instalações nucleares persas, inclusive o reator [de água deuterada, ou “pesada”] de Arak seguem com força o seu trabalho”. Nesta quinta-feira (19), o chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif reafirmou o compromisso do país com as negociações sobre o seu programa nuclear com os membros do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, ao mesmo tempo em que o Senado dos EUA propõe mais sanções contra o Irã.
O ministro de Relações Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, insistiu na necessidade da implementação plena do recente acordo entre o Irã e o Grupo 5+1 sobre o programa de energia nuclear do país persa.
O vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Sayed Abbas Arachi informou, nesta terça-feira (17) que as conversações de especialistas sobre a implementação do Plano de Ação de Genebra deve ser reiniciado em breve. Araqchi deu declarações após uma reunião com a chefa da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em Bruxelas.
Uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra entidades do Irã e estrangeiras, aprovada pelo Departamento do Tesouro na quinta-feira (12), é responsável pela paralisação das negociações sobre o programa nuclear persa, de acordo com fontes diplomáticas, em declarações nesta sexta (13). Apesar do progresso e do comprometimento do Irã com as negociações, o departamento estadunidense sancionou 19 empresas e indivíduos persas, violando o acordo recentemente estabelecido.
A comunidade judia no Irã é a maior da região fora de Israel e da Turquia, mas tende a manter-se afastada das atenções. Em novembro, porém, sem atrair grande foco da imprensa internacional, saiu às ruas da República Islâmica para defender o programa nuclear do país, enquanto o governo persa insistia nas negociações internacionais, contra a pressão israelense por um posicionamento mais agressivo por parte do Ocidente.
O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos anunciou que não apoia novas sanções contra o Irã enquanto vigorar o acordo temporário, de seis meses, assinado entre o governo persa e o Grupo 5+1, no contexto das negociações sobre o seu programa nuclear. Na terça-feira (10), Tim Johnson, chefe do Comitê, disse que concorda com o presidente Barack Obama, e que seu grupo não pretende impor mais um pacote de medidas de coerção mantidas e expandidas contra o Irã desde 1979.
Alta representante das Relações Exteriores e da Política de Segurança da União Europeia, Catherine Ashton garantiu ao chanceler do Irã, Mohama Javad Zarif, seriedade no cumprimento das provisões do acordo que os diplomatas persas alcançaram com o Grupo 5+1 nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. A informação é de meios oficiais persas, publicada nesta quinta-feira (5).
A Casa Branca anunciou, nesta terça-feira (3), que o acordo final sobre o programa nuclear do Irã pode incluir a capacidade de enriquecimento de urânio, no quadro dos direitos persas como membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Enquanto isso, membros do governo discutem a imposições de novas sanções ao Irã, ao contrário das intenções da presidência e de grande parte dos estadunidenses.
Embora a maior parte dos atores internacionais esteja ou envolvida ou otimista a respeito da condução das negociações entre a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Grupo 5+1 e a República Islâmica do Irã, grupos políticos conservadores e radicais dos Estados Unidos e o belicoso Israel continuam a emitir declarações agressivas. Entretanto, também se intensificam as opiniões, entre os próprios israelenses, que o acordo anunciado no domingo passado é positivo.
Neste domingo (24), o anúncio de um acordo entre o Irã e o Grupo 5+1 foi, em geral, bem recebido. Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China (membros do Conselho do Segurança), em conjunto com a Alemanha, em negociações com o Irã, concordaram com o alívio das sanções impostas há décadas à economia persa, enquanto o governo do presidente Hassan Rohani compromete-se com dois passos fundamentais relativos ao seu programa nuclear.
Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho
Embora as negociações sobre o programa nuclear do Irã com as potências mundiais e com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) venham demonstrando progressos significativos, parlamentares estadunidenses e países como a França e Israel continuam defendendo o endurecimento das sanções impostas ao país persa há décadas. Nesta terça-feira (19), o presidente dos EUA, Barack Obama, deve reunir-se com membros do Congresso para debater a questão.
“Nós, assim como o Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Sayed Ali Khamenei, confiamos na delegação iraniana nos diálogos nucleares”, disse o comandante adjunto das Forças Armadas, general Abdul Rahim Musavi, à agência persa de notícias Irna, nesta segunda-feira (18). Porém, frente à oposição agressiva de Israel e da França às negociações internacionais sobre o programa nuclear persa, o Irã está fortalecendo as suas capacidades de defesa militar, segundo fontes oficiais.