Wanderley Paganini destaca que o problema do saneamento se encontra geralmente nos lugares onde há moradias precárias no Brasil e isso inviabilizaria a atividade do setor privado
Pedro Luiz Côrtes prevê que a crise de abastecimento se estenda durante o primeiro semestre do próximo ano, mesmo com a ocorrência de chuvas dentro dos padrões normais
Empresa pública paulista é “qualificada e querida pela população e por prefeitos e prefeitas de 375 municípios”, afirmam, em nota, 13 entidades do setor
Seja no Brasil, seja em São Paulo, está na ordem do dia a defesa da vida, da democracia, dos serviços públicos e dos trabalhadores
A água doce corre sérios riscos de ser privatizada em nosso país, depois que o Congresso Nacional aprovou o Novo Marco do Saneamento e Bolsonaro sancionou, com vetos
Frente à ameaça de greve, Sabesp recuou e aceitou proposta do TRT favorável aos trabalhadores: sem redução de conquistas e com avanços econômicos.
"Eu sou trabalhador da região metropolitana de São Paulo que é o que se chama de o filé mignon da Sabesp onde há mais tecnologia e onde mais arrecada recurso e onde também tem mais exploração dos trabalhadores", denunciou Anderson Guahy, trabalhador da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Em vídeo, ele explica os prejuízos que virão com a privatização.
O projeto do governo de Michel Temer de facilitar a privatização das estatais de serviços essenciais, como abastecimento de água e saneamento básico, encontra no Estado de São Paulo um exemplo de como o negócio é rentável para as empresas privadas e prejudicial para a população e trabalhadores.
Por Railídia Carvalho
A prefeitura do Guarujá foi surpreendida com uma peça publicitária onde a Sabesp faz uma pressão subliminar para que seja contratada como fornecedora de água do município. A divergência com a Sabesp começou em junho quando a empresa ameaçou cortar o fornecimento de água na cidade. Além da contestação jurídica ao rompimento unilateral de uma prestação de serviços que vem desde 1975, a prefeitura lançou um Procedimento de Manifestação de Interesse para democratizar o processo de contratação.
As paralisações desta sexta-feira em São Paulo contra as reformas da Previdência Social e Trabalhista atingiram 50 unidades da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em ato realizado no início da manhã em São Paulo, em frente à base da empresa na represa Guarapiranga, dirigentes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reforçaram a importância do dia nacional de greves e paralisações.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou o mercado, através de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, que notificou o município de Guarujá de suas intenções de cessar a prestação dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, dando um prazo de 30 dias para que a prefeitura se manifeste. Em nota, a prefeitura tranquiliza a população afirmando que a Sabesp não pode cessar o fornecimento de água por ser um serviço essencial.
Cerca de 30 áreas de trabalho da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) amanheceram paradas, tanto na capital quanto no interior, nesta sexta-feira (11), Dia Nacional de Paralisações e Atos.