Eleito, semanas atrás, líder da bancada do PCdoB na Câmara Federal, o deputado Daniel Almeida costuma olhar para trás e dizer: “Quando deixei Mairi, no interior da Bahia, para estudar em Salvador, não sabia que me tornaria líder sindicalista, vereador e deputado. Mas sabia que não estava fadado a me acomodar”.
Vamos direto ao ponto: qualquer acordo – ou pacto – de que venha participar a esquerda e os setores democráticos e progressistas, com o objetivo de superar a atual crise politica brasileira, e que inclua a não candidatura do ex-presidente Lula em 2018, não passará da mais vergonhosa capitulação.
Contrariando a praxe de seu habitual comedimento, a presidente Dilma Rousseff pronunciou um duro discurso durante a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, no último dia 17, em Brasília. A posse que está sendo objeto de contestações junto ao Supremo Tribunal Federal, mas o que nos importa aqui são as palavras da presidente.
As manifestações do último domingo apenas confirmaram o caráter nitidamente classista – de classe média, média para alta – desse movimento de oposição que se avolumou depois que a direita perdeu as eleições de outubro de 2014 e não se conformou com isso.
Na tarde da última sexta-feira, (4), após assistir ao pronunciamento do ex-presidente Lula, postei no Facebook a seguinte mensagem:
Desde que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita, em outubro de 2014, e dada a tibieza com que vem se comportando diante da truculenta e sistemática oposição que a cercou (e a cerca até hoje e certamente até o final do mandato), debateu-se muito, entre seus apoiadores, sobre a necessidade do governo a encarar com maior vigor a luta politica em curso no Brasil. Ou seja, ingressar no cenário do confronto para defender, com a tenacidade, a meu ver imperiosa, o segmento político que representa.
“(…) um partido que mantém sua identidade comunista,
seu caráter de classe de partido dos trabalhadores,
portador de uma base teórica sólida, o socialismo científico…”.
Tese consagrada no XII Congresso do PCdoB (dezembro, 2009).
A pesquisa Datafolha, divulgada há dias, revela um dado obviamente não explorado pela grande mídia privada, mas a meu ver dos mais relevantes: a presidente Dilma recupera pontos na opinião pública. São poucos, é verdade, mas significativos ao se considerar o cerrado bombardeio que ela vem sofrendo, desde o dia seguinte à sua eleição, por parte da oposição golpista, da mídia, de segmentos do judiciário e do uso faccioso, antipetista da operação Lava Jato.
O capítulo desta quarta-feira da série “Memórias da saga comunista” contempla o histórico dirigente Alanir Cardoso. Goiano de Arrais (hoje Estado do Tocantins), vive no Recife desde 1980, após cumprir mais de cinco anos de prisão. Nesse ano foi eleito para o Comitê Central do PCdoB, cujo Comitê Estadual de Pernambuco dirige a partir de 2000.
Em sua coluna na “Folha de S. Paulo”, edição da última segunda-feira, a jornalista Mônica Bergamo relata: “A página ‘Dilma Bolada’, que voltou a defender a presidente sob a ameaça de impeachment, teve aumento de 300% no número de seguidores e de 400% no alcance no Facebook com as postagens a favor da petista nos últimos dias.
João Batista Lemos, que durante 20 anos ocupou a Secretaria Sindical do CC do PCdoB, foi reeleito presidente do Partido no Rio de Janeiro, para onde se transferiu há alguns anos. Militante comunista histórico, além de boníssima pessoa, presto-lhe homenagem publicando, no sexto capítulo desta série “Memórias da saga comunista”, perfil escrito para o livro “Vida, veredas: paixão”, que produzi, em 2012 para a Fundação Maurício Grabois.
O médico Jamil Murad, presidente do PCdoB paulistano, deve assumir uma cadeira na Câmara Municipal, na vaga de Netinho de Paula. Este foi cassado pelo TRE por ter trocado o PCdoB pelo PDT, em abril passado. O tribunal entendeu que o mandato é do partido e, assim, devolveu-o aos comunistas.