A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Eron Bezerra

Professor da UFAM, Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Coordenador Nacional da Questão Amazônica e Indígena do Comitê Central do PCdoB.
Agressões ambientais & Politicagem

Num governo errático como o de Bolsonaro, a única certeza que se tem é que virão novos ataques contra os trabalhadores, contra o nosso patrimônio, a nossa soberania e o completo deboche no trato das questões ambientais.

Augusto Aras como PGR: por ironia, quem nomeou foi Moro e Dallagnol  

As conversas de Moro e Dallagnol, publicadas pelo Intercept e vários outros veículos de comunicação, revelam que eles cometeram tantas ilegalidades na condução da “lava-jato” que, além de terem comprometido o conjunto da dita operação, fragilizaram a tal ponto o Ministério Público Federal que possibilitou a nomeação de um Procurador Geral da República (PGR) fora dos padrões democráticos praticados nos últimos 20 anos.

E as queimadas continuam

Conforme eu previ no artigo Cerco sobre Amazônia (Vermelho, 27.08.2019) as queimadas tendiam a recrudescer em decorrência da política predatória do governo e do “veranico”, fenômeno meteorológico natural que se caracteriza por baixa precipitação e elevada evapotranspiração. Os dados atuais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmaram essa assertiva. Indicam que o Brasil já ultrapassou 121 mil focos de queimadas, o maior índice desde 2013.

Amazônia: Ciência e Tecnologia contra o obscurantismo

Ao longo dos tempos tenho sustentado que não é possível desenvolvimento sem sustentabilidade e nem sustentabilidade sem desenvolvimento, na medida em que toda atividade econômica predatória levará, inevitavelmente, à rápida exaustão dos recursos naturais e, por outro lado, impedir que se use os recursos naturais significa condicionar a sociedade a uma vida de fome e privações. É a expressão do produtivismo x santuarismo.

O cerco sobre a Amazônia

O processo de ocupação da Amazônia tem sido disputado, ao longo dos tempos, por 3 correntes ideológicas básicas: produtivistas, santuaristas e sustentabilistas, embora, como é compreensível, boa parte dos reais operadores dessas correntes nem sempre tenham clareza teórica acerca disso.

O que explica tanta estupidez?

Diante dos explícitos atos de selvageria e barbárie que estamos assistindo, os quais vão da pura e simples negação da ciência à naturalização das manifestações autoritárias e ditatoriais de desprezo pela democracia, o observador menos atento certamente deve estar se questionando: o que explica tanta estupidez?

Moro nas cordas: por acaso é crime denunciar o criminoso

 Se algo de enérgico não for feito para recuperar o estado democrático de direito, ninguém deverá ficar surpreso se a passividade aparente for substituída por explosões massivas sem qualquer controle.

A Contrarreforma da Previdência

O governo Bolsonaro, com apoio de todos os partidos de centro, direita e extrema direita, acabou de aprovar a contrarreforma da previdência que visa retirar 01 trilhão de reais dos trabalhadores para repassar aos banqueiros.

Moro constrange o Judiciário

 

Sérgio Moro: de “herói” a vilão

Dentre os inúmeros méritos do The Intercept Brasil está o de ter contribuído, decisivamente, para publicizar o que todos já sabiam ou desconfiavam, mas, por razões distintas, não queriam admitir: Sergio Moro fez da cruzada contra a esquerda – e de Lula em particular – o trampolim para viabilizar seus objetivos estritamente pessoais, ou seja, integrar o governo Bolsonaro e, posteriormente, como o próprio presidente revelou, chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Catilinárias versus Sérgio Moro

Até quando oh Catilina, abusarás de nossa paciência?… Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem?

A concertação da direita contra o povo e o estado nacional

 As conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil entre o então juiz Sergio Moro e os procuradores da lava-jato revelam mais do que um crime, que claramente eles cometeram. Revelam uma grande concertação da direita, de alcance estratégico, com o objetivo de golpear arranjos geopolíticos como os BRICS e, por decorrência, tentar destruir as potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que integram o bloco.

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