A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Regina Abrahão

Educadora social, comunicadora, feminista, sindicalista e muito colorada.
O patrimônio antes do homem

Nós, trabalhadores somos os promotores da prosperidade e não o governo; Intervenção estatal na distribuição de renda é o que gera desigualdades; A alternativa ao capitalismo é o populismo. Mas a afirmação mais contundente foi: Os direitos humanos não podem se sobrepor ao direito de propriedade.

Marina, Ciro, Serra e o capital

A (falta de) graça das piadas de internet

Em tempos de reconhecida pressão ideológica da televisão e imprensa é lógico optar pela internet, que nos permite escolha de conteúdo. O lazer na rede não é passivo, diferente da TV. Não acessamos sites fascistas, racistas, de pedofilia ou xenofobia se não os procurarmos. Mas com freqüência encontramos, em nossas caixas de entrada, materiais que não solicitamos. São propagandas, power-points, filmetes, e as preconceituosas mas pretensamente engraçadas piadas.

Falando em mulheres

 .

Histeria, menopausa, TPM: Coisas de Mulher?

Simone de Beauvoir já afirmava, com toda a propriedade, que não se nasce mulher, torna-se. A construção da condição feminina, portanto, passa por processos de aprendizado social e cultural. Mas não é apenas este o processo construído: A sociedade, de clara dominação masculina, sabe muito bem aproveitar-se de particularidades do sexo feminino para construir suas formas de escárnio, subjugação e dominação.

Virtudes do trabalho e ócio

Time is Money, a velha e surrada máxima capitalista tem raízes profundas na exploração do homem pelo homem sempre que ela existiu. Mas nunca se mostrou tão atual como em épocas de neoliberalismo, quando até mesmo o tempo livre do trabalhador deve ser convertido em dedicação para quem o emprega.

Força de vontade, a falácia capitalista

Para ser eficaz, a ideologia de dominação capitalista deve impregnar o sujeito dominado, contaminá-lo com suas premissas e torná-lo um de seus divulgadores. Para isto é vital que este sujeito sinta-se incluído no seleto rol dos que merecerão alguma recompensa, que o fará distinguir-se dos demais.

Prisões: privatizar é solução? (3)

Os ventos da anistia no Brasil trouxeram mudanças em toda a sociedade. Durante o período da ditadura militar foi comum o encarceramento de presos políticos com infratores comuns, onde todos sofriam violência, falta de condições, alimentação e assistência precárias. Certamente, fatores que ainda hoje são comuns à maioria dos presídios. Entretanto, os relatos e denúncias dos presos políticos trouxe à tona a precarização das condições prisionais.

Prisões: privatizar é solução? (2)

Uma radiografia rápida dos presídios brasileiros, que atendem infratores maiores de 18 anos, revelará que hoje existem perto de 500 mil presos (no início de 2009 somavam 446.687 pessoas). Destes, 27 mil eram mulheres. A cada cinco presos, quatro são pardos ou negros. A cada ano o número de homens privados de liberdade aumenta 4%, e o de mulheres 11%. Cerca de 40% do total de encarcerados ainda não foi julgado, não tendo, portanto, sentença.

Prisões: privatizar é solução? (1)

Desde que o homem passou a viver em sociedade teve, entre seus membros indivíduos que não se adequaram às normas rudimentares de convivência. Ou tomavam atitudes que contrariavam as incipientes normas propostas, ou desafiavam a autoridade estabelecida. De forma que a contravenção ou a subversão da ordem é tão antiga quanto a própria humanidade.

Mulheres: registros das primeiras civilizações

No Egito antigo a família tinha organização patriarcal, com participação de mulheres na religião e política, dependendo de sua classe social. Durante a história deste povo, homens e mulheres governaram, e havia divindades de ambos os sexos com os mesmos poderes e qualidades. Citamos como governantes Nefertiti, que instituiu por um breve período o monoteísmo no Egito.

Nós mulheres e o começo das coisas

O grau de desenvolvimento ou as condições geopolíticas, comerciais ou militares, que dentre as primeiras civilizações encontramos referências de que o status da mulher variou entre semi-divindade, propriedade e reprodutora de força de trabalho, trabalhadora (não assalariada), além do compartilhamento já habitual, desde este tempo, da prestação dos serviços sexuais.

1 2 3 4